Uma Grande Fé

“Então, lhe disse Jesus: Ó mulher, grande é a tua fé! Faça-se contigo como queres. E, desde aquele momento, sua filha ficou sã.” (Mt 15.28 – ARA*).

Jesus falou que existem homens com uma pequena fé (Mt 6.30; 8.26; 14.31; 16.8; Lc12.28). Também, Jesus fala da fé das pessoas que a curaram ou salvaram (Mt 9.22; Mc 5.34; Mc 10.52; Lc 7.50; 8.48; 17.19; 18.42). Contudo Cristo fala de duas pessoas que tem uma grande fé, ou uma fé maior que em toda Israel: a fé do centurião romano (Mt 8.5-13; Lc 7.1-10), e a fé desta mulher cananeia (Mt 15.21-28; Mc 7.24-30).

Interessante é que as duas pessoas que Cristo admirou a sua grande fé, nenhum deles era judeu. Ou seja não era do seu povo escolhido que desde cedo conhecida e decorava os mandamentos, nem mesmo seus discípulos que andaram com Jesus por dois anos.

Eram pessoas comuns, não religiosas como os judeus, e que não conheciam muito a Palavra.

Na mensagem de hoje estaremos olhando em especifico o caso da mulher cananeia. Jesus estava na terra de Tiro e Sidom, estava não mais no território dos judeus, e sim dos gentios. E estando lá, não queria que ninguém o soubesse (Mc 7.24).  Mas esta mulher cananeia, grega sírio-finícia de nação (Mc 7.26), ouviu falar de Jesus, e Jesus não conseguiu se esconder dela (Mc 7.24).

Ela foi até Jesus e clamou (Mc 7.25): “Senhor, Filho de Davi, tem compaixão de mim!”. Esta mulher fez mais que todos os religiosos: fariseus, saduceus e escribas, já tinham feito. Reconheceu quem Jesus é: SENHOR e Messias, o Cristo, pois deveria ser filho de Davi. E logo pediu misericórdia.

Esta mulher cananeia, não foi até Jesus com um pedido egoísta. Todavia foi até Cristo para rogar pela vida da sua filha, que tinha um espírito imundo, um demônio, e estava endemoninhada (Mc 7.25-26).

Ela foi movida por este profundo amor pela sua filha, para fazer este pedido.

E Mesmo com os próprios discípulos indiferentes pelo pedido da mulher (que estava envergonhando a eles) e por Jesus ter dito que veio para os judeus, os perdidos do povo de Israel, ela continuou atrás de Jesus. E agora, adora dizendo novamente: “Senhor, socorre-me!”. Mas ela não apenas pediu, implorou, prostrou-se e adorou a Jesus (Mc 7.25).

Jesus respondeu dizendo que não poderia tirar o pão das crianças entregar para os cachorrinhos (termo utilizado pelos judeus para referir aos gentios). Então persistiu ela respondendo, que até os cachorrinhos comiam e sobrevivem das migalhas do seu dono. Logo o Senhor vendo tamanha fé, realizará o pedido dela.

Portanto, Jesus realizou seu pedido por tão grande amor que ela tinha por sua filha, por tão grande confiança e reconhecimento de quem Jesus é, e por tamanha insistência.

Não precisamos de cargos, muito conhecimento para alcançar o milagre que precisamos, só de uma confiança tamanha em nosso Todo-Poderoso Deus.

 

Texto: Thiago Vicente.

* Tradução: Almeida Revista Atualizada.