Somos Os Mesmos?

“Ó geração incrédula e perversa! Até quando estarei convosco e vos sofrerei? Traze o teu filho”. (Lucas 9.41, ARA)

A passagem de Lucas ainda ecoa nos nossos dias atuais?

Já que, após tantas bênçãos, tantos milagres e crescimento do cristianismo dentro de nosso país, principalmente dos evangélicos que hoje representam 30% da população brasileira. Mas eu lhe pergunto o que mudou em nossa esfera das práticas sociais? O Brasil se tornou mais justo? Mais amoroso? Mais correto? Mais honesto? Compartilha mais?

Este mesmo questionamento Cristo fez em Cafarnaum, uma vez que a maior parte dos dois anos de seu ministério passou na cidade, por isso ela viu diversos milagres, prodígios e maravilhas, contudo mesmo assim não havia uma mudança nas práticas sociais da cidade.  Daí exortar com a passagem acima.

E assim como Cafarnaum é nos tempos atuais, as pessoas só têm buscado os milagres e as bênçãos, mas seus corações muitas vezes não têm crido e tido transformação de vida, pois como Cristo ensina, aqueles que creem em suas palavras não são apenas ouvintes, mas praticantes.

Logo se não prática é porque não crê.

Daí a critica de Jesus sem Ele ou sem Seu poder, as pessoas abandonariam o caminho, pois só estão nele pela benção e não pelo abençoador. Por isso não há transformação social e não há mudança de prática.

A igreja tem focado em tantas coisas, mas o principal tem perdido, nós temos perdido, que sãos as práticas, é amar as pessoas e não julga-las, ser honesto e sincero, não hipócritas e caloteiros, humildes e simples, não arrogantes e vaidosos.

Amando os amigos e a família e não se separando dela, saindo para os espaços sociais da vida com princípios e valores de vida, não se isolando em templos, congressos e retiros… Então poderemos dizer que o Reino dos Céus chegou, pois ele não começa na morte, mas na vida, quando aceitamos Jesus, e mudamos as práticas, e tornamos o espaço que vivemos em esperança, paz, perdão e amor.

Por isso é tempo de mudar, é tempo de reforma em nossas vidas, para não mais nos preocuparmos principalmente como nossos carros, nossas posições na igreja e na sociedade, nem em nossos muitos serviços ministeriais, mas na pratica do amor e dos princípios da palavra de Deus, que deve ser refletido em todos os espaços de nossa vida.

Texto: Lucas Vicente.

*ARA – Almeida Revista Atualizada.