Santos Caídos

Até onde a encenação e a imagem devem ser mais importantes que você? Ou do que você está passando?  Vivemos tempos religiosos onde não podemos pensar, não podemos chorar, não podemos errar… que seremos excluídos, taxados e se fosse permitido até apedrejados.

São estas mascaras que nos são impostas, e o desejo de ser aceito pelo grupo, nos fazem morrer a cada dia mais por dentro. Morremos a cada dia que passa, não podendo revelar o que realmente passamos e pensamos. Nos tornando como atores que representam a vida. Isso é tão perigoso, que Cristo chama os Fariseus de hipócritas, por exatamente isso, pois hipócrita em grego significa atuar, representar, ator.

Por isso Cristo nos ilustra nesta parábola da oração que tipo de coração devemos ter:

“Dois homens subiram ao templo, para orar; um, fariseu, e o outro, publicano. O fariseu, estando em pé, orava consigo desta maneira: Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros; nem ainda como este publicano. Jejuo duas vezes na semana, e dou os dízimos de tudo quanto possuo. O publicano, porém, estando em pé, de longe, nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador! Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque qualquer que a si mesmo se exalta será humilhado, e qualquer que a si mesmo se humilha será exaltado”. (Lucas 18.10-14, ACF*).

  1. O coração do homem religioso, se sente santo, melhor que os outros, não precisa de Deus, ele mesmo é suficiente, como tal, pode julgar, condenar e dominar as pessoas. E é desse coração que Cristo diz que Deus abomina. Por isso todo o evangelho de Lucas será uma temática crítica, aos arrogantes e soberbos. Podemos ver no Canto de Zacarias, Maria e dos Anjos aos Trabalhadores no campo, Nos Ais de Lucas 6.
  2. O coração que se abre e que não se esconde na arrogância da religião, mas reconhece suas falhas e erros, intende que só está naquele lugar unicamente pela misericórdia de Deus, porque suas obras ainda que boas aos homens para Deus seria como um trapo sujo.  E sabe que sempre a espaço para mudar e ser transformado.

Por isso Deus procura um coração como o de Davi, não porque era perfeito, mas porque era um coração contrito, quebrantado, ou seja pronto para ser quebrado, moldado, transformado e pronto para sempre se arrepender.

Portanto não se deixe matar por construções humanas e seus dogmas, como diz Paulo em Colossenses (2.23), que se fingem de piedosos e religiosos, mas não servem para nada, não servem para mudar em nada o homem, mas só aprisiona. Contudo se apresente como o seu coração está agora, sem medo dos homens, ainda que condene, não importa, o importante é você volta a viver.

Então se entregue a Ele como você está, deixe o sorriso falso, retire as máscaras e venha para a vida.

Texto: Lucas Vicente.

*ACF –  Almeida Corrigida Fiel.