Saindo do Caminho de Emaús

“E eis que no mesmo dia iam dois deles para uma aldeia, que distava de Jerusalém sessenta estádios, cujo nome era Emaús. E aconteceu que, indo eles falando entre si, e fazendo perguntas um ao outro, o mesmo Jesus se aproximou, e ia com eles. Mas os olhos deles estavam como que fechados, para que o não conhecessem.  E ele lhes disse: Que palavras são essas que, caminhando, trocais entre vós, e por que estais tristes? E aconteceu que, estando com eles à mesa, tomando o pão, o abençoou e partiu-o, e lho deu. Abriram-se-lhes então os olhos, e o conheceram, e ele desapareceu-lhes. E disseram um para o outro: Porventura não ardia em nós o nosso coração quando, pelo caminho, nos falava, e quando nos abria as Escrituras?” (Lucas 24. 13-17;30-32 – ARA*). 

Quantas vezes os problemas, traumas, dores, nos levam para uma caminho de desesperança, de descontrole e uma tristeza absoluta em nosso coração.

Desta forma era o estado dos discípulos de Jesus para Emaús, derrotados, perdidos e entristecidos vagavam sobre a estrada, pois aqueles que achavam que era o Cristo e Redentor tinha padecido, e já havia três dias.

Sendo assim não havia mais esperança a causa, mesmo sabendo que as mulheres que foram ao seu tumulo e não haviam encontrado o corpo de Jesus, e visto uma visão de um anjo anunciando a Ressurreição do mesmo. Além de os discípulos confirmarem que não havia corpo realmente na sepultura como as mulheres haviam descrito.

Assim muitas vezes nos encontramos, perdidos, fracos e desfalecidos, mesmo sabendo que existe o Deus conosco ao nosso lado que pode trazer a vida aquilo que foi perdido. Mas preferimos conceber em nossas mentes o caminho da tristeza. Pois nossas mentes neste momento estão obscurecidas pelo problema, pela mágoa, pela fraqueza. E assim acabamos dominado pela sua dor e aparência, algo que nos acompanha como sombra a todo tempo, enclausurando nossas vidas.

Contudo Jesus encontra aqueles dois companheiros, para levá-los para outro caminho, não geográfico, mas o do coração. Pois após escutá-lo faz recordar as palavras e as promessas incutidas nas escrituras e como eram maiores do presente fato, como eram maiores de tudo aquilo que eles estavam passando.

Após chegar em Emaús, os discípulos convidam Cristo para ficar com eles pois já era tarde, então ao estar assentado na mesa, Jesus deu graças ao alimento, e neste mesmo instante percebem que o homem que estava falando na estrada era o Cristo Ressurreto, neste momento o mesmo desaparece. Mas lembram que no caminho seu coração queimava de vida, com suas palavras, e por isso voltam rapidamente para junto dos discípulos em Jerusalém, contar o ocorrido. 

A Palavra de Deus e sua presença é nosso alento para este momentos difíceis de nossas vidas, por isso para sairmos de Emaús, devemos entregar sem reservas as nossas dores, nossos desânimos, nossas mágoas, fraquezas a ele e lembramos que para Deus Tudo é possível, basta crer. 

Portanto que hoje seja um novo dia, dia marcado para maior revelação do Tempo, Cristo é esperança da Glória, ou seja é dele que esperamos todas as coisas, Ele não falta ou falha, por isso não há porque ansiarmos, mas apenas caminharmos para fora de Emaús, convictos de que Ele está conosco. 

Texto: Lucas Vicente

* Tradução: Almeida Revista Atualizada.