Quanto Custa?

Meus filhinhos, por quem de novo sinto as dores de parto, até que Cristo seja formado em vós” (Gálatas 4.19 – ARC)

Descrever um cristão não é pintar um quadro perfeito, sem erros e defeitos, uma assimetria renascentista, no entanto é apontar um vaso cheio de arestas a serem moldadas.

E olhar para o horizonte e saber que o dia está no começo e ainda há tempo para mudar, ainda há tempo de transformar as dores do coração, ainda há esperança no olhar.

Sentir que mesmo imperfeito e falho, há motivo para continuar, a persistência vem pelo desejo sem fim de mudar nosso interior e nossa realidade.

Então o amor é pintado não por acertos, mas por quanto conseguimos suportar nossos erros, nossas tribulações, nossas fraquezas, e continuar assim mesmo, no desejo e crença de poder ser melhor para si e para os outros.

Este é o custo de amar, suportar com todo o seu interior, com todas as suas forças, os pedaços de nossas almas e do nosso próximo e desejar que esta realidade mudeE Então falar como Paulo, que sentimos dores de parto, até que Cristo seja revelado em nós e em vós.

Portanto, a esperança de que o amor de Deus nós faz continuar para além do que os nossos olhos revelam, crendo continuamente no novo amanhã.

Este é o custo de não vivermos omissos em nós mesmos, contudo propostos a cumprir o nosso propósito e chamado. 

Texto: Lucas Vicente.

* Tradução: Almeida Revista e Corrigida.