Perdidos Em Nós Mesmos

Há quanto tempo temos corrida uma corrida na qual não podemos ganhar. Uma corrida da volúpia de nossos desejos e vontade. O inesgotável desejo de consumo da sociedade pós-moderna nos leva para um caminho perdido, para um caminho de sequidão de ossos.

Pois até hoje não temos parado de correr, estudar, comprar, sonhar e planejar, tudo isso é muito importante, mas a questão é por que temos corrido? Para quem?

Por desejos desenfreados de ser e ter? Um fetiche continuo do consumo, do objeto que nos qualifica?

Somos muitos mais do que conquistas, diplomas e dinheiro.

Devemos parar de correr tanto e entender que uma coisa é necessária e esta não será tirada, o sentido e busca de nosso caminho.

Como no breve exemplo de Marta e Maria. Pois certa vez Cristo foi à casa das irmãs, e Marta a mais velha se importou com os protocolos sociais de servir o mestre e seus discípulos, buscando mostrar ser uma mulher eficiente e bem dotada por ter servido bem o Cristo.  Procurando em meio de objetos sociais qualificação, que represente sua imagem perante a sociedade judaica.

Ao contrário Maria, não procurou respeitar os protocolos sociais, assentando com Cristo e seus Discípulos a mesa, não se preocupou que imagem que iria reproduzir em meio à sociedade, pois seria um desrespeito, ter uma mulher em meio a uma conversa de homens. Principalmente falando sobre assuntos acerca da Torah, já que os rabinos na Talmud identifica que era melhor um escravo ler a Torah do que uma mulher. Mesmo assim, Maria não se importava, pois procura construir sua imagem, em meio ao ensino do mestre.

Portanto nossa verdadeira imagem só é encontrada completa e satisfeita, não em meio aos produtos sociais da pós-modernidade: status, produtos e dinheiro, mas em Deus e em suas palavras. Pois elas indicam nosso verdadeiro chamado e propósito que completa nossa vida.

Por isso Maria continuou atentamente a ouvir as palavras do mestre, do Cristo, pois a levariam de encontro, a salvação de sua alma, não de um inferno, mais de uma vida desmantelada nos desejos passageiros da vida, entendendo seu chamado e sua vocação, constrói uma caminho para eternidade. Por isso que Cristo não a recrimina, após indignação de sua irmã mais velha, mas diz:

Respondeu o Senhor: Marta! Marta! Você está preocupada e inquieta com muitas coisas; todavia apenas uma é necessária. Maria escolheu a boa parte, e esta não lhe será tirada”. (Lucas 10: 41-42)

“Senhor, me ajude ver a vida além da prospecção da pós – modernidade, do consumo, dinheiro, status e poder. Mas ajude-me a viver pela escolha verdadeira eterna do meu chamado e vocação, que verdadeiramente me constrói por completo, em nome de Jesus amém”.

Texto: Lucas Vicente.