O Monge Reformador – Parte 2

Porque no evangelho é revelada a justiça de Deus, uma justiça que do princípio ao fim é pela fé, como está escrito: “O justo viverá pela fé”. Romanos 1:17. NVI

Continuação (mensagem do dia 27/06/2021)

 

… bradou: “Ajuda-me, Sant’Ana!  Eu me tornarei um monge!” Como resultado de sua promessa, pois não tinha sucumbido aos raios, decidiu não fazer mais a faculdade de direito, e foi a procura de um mosteiro, e entrou para a ordem do Agostinianos, considerado o melhor dos claustros de Efurt. Lutero com 21 anos de idade, em 1505, se tornara irmão agostiniano.

 

Em primeiro lugar, começou sua dedicação e aprendizado, submetendo-se aos serviços mais humildes, como limpeza das alas do convento, celas dos monges, porteiro, coveiro e não recusava mendigar o pão cotidiano nas ruas de Efurt. Lutero empenhava-se em realizar boas obras na comunidade a fim de agradar a Deus, tomava como hábito às autoflagelações e às longas horas de oração diárias, mas não achava paz para os seus pecados. Como resultado de sua busca, encontrou um grande tesouro, uma Bíblia presa em uma mesa na biblioteca do convento. Começou a passar mais tempo a leitura que deixou de fazer as suas repetitivas orações diárias, que lhe trouxe uma grande culpa do seu ato de desleixo, passando noites em claro, por remorso. Caiu doente, enfraquecido, por não se alimentar. Mas Deus o preparara para uma obra maior.

 

Certamente, Agostinho Lutero, tinha um propósito de Deus. Em uma visita ao convento pelo vigário geral da ordem agostiniana, ganhou uma Bíblia, para seu deleite espiritual. Em suas primeiras leituras encontrou o texto de Romanos 1:17, que dizia “o justo viverá pela fé”. Dando continuidade, pelos dias seguintes, de dedicação a leitura, as orações e jejum, que sentiu um encontro verdadeiro com Jesus, e uma paz interior e seus pecados perdoados. Posteriormente a esse período, em 1506, com 22 anos de idade foi ordenado a monge. Em 1507, aos 23 anos de idade, realizou sua primeira missa. Ao completar 25 anos de idade, Lutero foi nomeado para a cadeira acadêmica de filosofia na universidade da cidade de Wittenberg. Mudou-se para o convento ao lado dos prédios da Universidade.

 

Nesse interim, em 1510, já lecionando em Wittenberg, é enviado para Roma com interlocutor de uma disputa a ser resolvida entre 7 conventos dos agostinianos, pelo Papa. Essa viagem Lutero a faz a pé, na companhia de outro monge. Ao avistar Roma, cai de joelhos, e exclama: “Saúdo-te, santa Cidade”. Durante um mês de permanência em Roma, Lutero se decepcionou com a corrupção generalizada. Observou que tudo não passava de um grande negócio da fé, retirando dos fiéis miseráveis, tudo o que tinham na compra das indulgências, que era o “resgate do purgatório” das almas dos entes queridos, já mortos, por uma quantia, por meio de um documento com selo papal.

 

Em 1512, Lutero, graduou-se Doutor em Teologia. Em 1515, foi nomeado vigário de sua ordem tendo sob sua autoridade onze monastérios. Nesse período aperfeiçou-se em grego e hebraico. Em 31 de outubro de 1517, afixou à porta da Igreja do Castelo, em Wittenberg, as suas 95 teses, cujo teor resume-se em que Cristo requer o arrependimento e a tristeza pelo pecado, e não a penitência. Afixadas em local público, como era de costume, para que todos a lessem, e para que houvesse um debate. Escritas em latim, logo foram traduzidas para 3 idiomas, o alemão, espanhol e o Holandês.

 

… CONTINUA NO PRÓXIMO DOMINGO (11/07/2021)

 

Ore: Pai Amado, Pai Querido, te peço que eu tenha intrepidez para pregar a Sua Palavra. Eu oro em o nome de Jesus.

 

Texto e vídeo de Greg Vicente,

 

baseado na obra Heróis da Fé, de Orlando Boyer, páginas 13 a 30. Editora CPDA.

 

Gregório Vicente é Pastor, teólogo, escritor Casado há 39 anos.Tem dois filhos casados e duas netas.