O Mesmo Sentimento De Cristo

“Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, o qual tendo plenamente a natureza de Deus, não reivindicou o ser igual a Deus, mas pelo contrário, esvaziou-se mesmo, assumindo plenamente a forma de servo e tornando-se semelhante ao seres humanos. Assim, na forma de homem, humilhou-se a si entregando-se à obediência até a morte, e morte de cruz. Por isso, Deus também o exaltou sobremaneira à mais elevada posição e lhe deu o Nome que está acima de qualquer outro nome. Para que ao Nome de Jesus se dobre todo joelho, dos que estão nos céus, na terra e debaixo da terra. E toda língua confessará que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus, Pai”. (Filipenses, 2.5-11, KJA)

Essa passagem Paulina a igreja de Filipenses, uma congregação a qual foi enviado esta epístola para agradecer as ofertas que mantiveram o Ministério de Paulo em Roma, como também ensina-la o caráter divino de Cristo, algo questionado fortemente no mundo gnóstico helênico.

Por isso Paulo apresenta um cântico que é uma tradução de um antigo hino em aramaico, que foi transladado para o grego e modificado para exaltar a concepção de Cristo-Deus. Contudo também nos transpõem a uma outra realidade, qual o sentimento de Cristo foi evidenciado em sua vida, e qual imaginário de vida percorreu.

É importante revisitarmos este sentimento e imaginário, para reconhecermos o nosso próprio e entendermos qual Cristianismo temos visto e ouvido nesta contemporaneidade.

Assim a primeira recomendação Paulina, no Vs. 5 é termos o mesmo sentimento e imaginário de Cristo, ou seja todo o movimento Cristão, que não desfruta deste caminhar perdeu o foco, e muitas vezes está traçando o seu próprio caminho sendo guiado pelo imaginário contemporâneo do consumismo, do poder que é constituído pelo controle de pessoas e pelos status das representações.

O segundo sentimento está no vs. 6, Cristo buscou ter a imagem de Deus perante aos homens, ou seja não se exaltou, pois sabia que Sua vida era para exaltar a Deus e não a si mesmo. Sendo assim o caminho de Cristo está bem longe da exaltação de si mesmo, qualquer resquício disso, perdemos a referência de Deus para termos somente o homem.

O terceiro sentimento é esvaziar-se de si mesmo, de suas vontades e desejos, para se humilhar, ou seja para não viver para si mesmo, mas para servir os outros. O cristão não é para ser servido e sim servir a todos em amor assim como Cristo.

O quarto sentimento é obedecermos ao Pai, para vivermos o Seu chamado e Sua vocação, e não pelos nossos planos, pois o centro de nossa vida é estabelecer o Reino de Deus e Sua Justiça. Que é feita segundo Tiago 1.27, fazer bem aos marginalizados, como Cristo, ajudando os pequeninos, amando a quem precisa e mudando a realidade que vemos. E não com diversas e diversas igrejas, uma maior que a outra e uma mais bela que a outra. O cristianismo até o século três cresceu porque não tinham templo e não tinha onde se fechar. O templo eram as pessoas, era o mundo, agora nós nos fechamos em nossas congregações buscando só o nosso bem-estar.

Por fim no vs. 9 ao 11 ratifica que todo o nosso ser e todo o Reino não é feito pela nossa capacidade e força, nem por nomes de igrejas, contudo é realizado somente no poder do Nome de Jesus.

Portanto podemos reter o mesmo sentimento e imaginário para mudarmos a realidade do Cristianismos pintado em nossos dias.

Texto: Lucas Vicente.

*KJA – King James Atualizada.