Legado da Igreja

“Levantou-se entre eles uma discussão sobre qual deles seria o maior. Mas Jesus, sabendo o que se lhes passava no coração, tomou uma criança, colocou-a junto a si e lhes disse: Quem receber esta criança em meu nome a mim me recebe; e quem receber a mim recebe aquele que me enviou; porque aquele que entre vós for o menor de todos, esse é que é grande”. (Lucas 9. 46-48, ARA)

A busca por honra, glória e poder, não são coisas novas que a igreja de nosso tempo inventou, mas já existia dês dos tempos dos Apóstolos, como observamos nesta passagem a briga por quem é melhor. Contudo Cristo passa um modelo e uma imagem para nós, de uma criança, de humildade e simplicidade, este é o padrão de mentalidade que a igreja deveria ter.

Uma vez que o coração soberbo e orgulhoso não entrará no Reino, uma temática clara no Evangelho de Lucas, mas só entrará um coração humilde, pronto a servir, como o de uma criança. Muitos se enganam ao pensar que as pessoas que realizam milagres e prodígios indicam uma grande colocação no Reino e Salvação, mas primeiro que o milagre ocorre na legalidade do nome de Jesus, não da pessoa que o opera, segundo como Cristo aponta na parábola das Bodas, dizendo que muito não vão entrar no Reino, mesmo fazendo diversos milagres, pois no seu coração ainda há iniquidades, de tal forma dirá que não o conhece. Já que todos nós somos dependentes da graça de Deus, por isso assim como Ele é misericordioso nós somos, não julgando, mas ajudando e perdoando.

Assim o orgulho, vaidade e luta por posições não deve haver no meio da igreja, primeiro porque Cristo já ensinou, nem o filho do homem veio para ser servido e sim para servir, segundo torna a igreja e os cristãos alvos de criticas, pois contradiz sua mentalidade.

Outra indicação que fica mais clara nas cartas paulinas, é que no meio da igreja não há separação hierárquica, mas de serviços. Pois ainda que seu serviço como Bispo seja direcionar as igrejas de uma região, isso não o torna maior que ninguém, nem deve ter maior honra. O que muda de você para outro é o seu serviço, mais nada.

Portanto o legado da igreja não é do império, do domínio, do controle e soberba, mas devemos por fim a essa tradição incontida, e assim trazer o Reino do amor, da humildade e da graça, que vai além de si mesmo para servir o outro que faz novamente a sociedade ter simpatia por ela.

Texto: Lucas Vicente.

*ARA – Almeida Revista e Atualizada.