Fingir

O mundo pós-moderno, de nossos dias, está preso à construção do meu e do eu, que finge ter uma vida, mas são apenas distorções e sombras, de pequenos mundos presos em mascaras, roupas que aclamam a compra DA VIDA, definidas em verdades, que são ilusões.

Como um carro vermelho ou azul, um status ou poder, do vencer e ganhar dinheiro, de religião a busca de uma filosofia… São pequenos pedaços quebrados, que montam as mascaras cotidianas que escondem o nosso interior, o que realmente somos.

Pessoas às vezes perdidas, sem rumo, sem direção, mas que mesmo assim, se levantam todo dia para o trabalho, para faculdade, eu lhe pergunto:
– Por quê?
– Para que?
– Do que precisamos de tanto?
– Ou porque corremmos tanto?

Há muito mais que neste presente temporal, há muito mais do que uma propaganda em meio ao jornal nacional, há muito mais que as bugigangas vendidas no shopping perto de sua casa.

Há uma suprema grandeza de glória, num nome, numa pessoa que podemos nos revelar, como estamos, como somos. Qual pode carregar todos os fardos, curar todas as dores, responder todas as perguntas. Mas para isso precisamos nos entregar, como disse no texto abaixo:

“28 Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. 29 Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. 30 Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve”.(Mateus 11.28 – 30.)