Do Lugar Aonde Ele Não Deveria Ter Saído

Vivemos tempos no cristianismo onde boa parte das formas de cultura são demonizadas, em toda parte podemos achar uma chama do inferno.

Contudo Cristo nos ensina que muitas vezes a maldade que vemos no exterior, revela a maldade incutida em nossos corações. Como aborda Cristo:

Pois do coração saem os maus pensamentos, os homicídios, os adultérios, as imoralidades sexuais, os roubos, os falsos testemunhos e as calúnias. (Mateus 15:19 – NVI*) 

Não queremos de forma alguma negligenciar a atuação do inimigo, mas apenas informar que sua imagem tem aderido a tudo e se colocado no centro de tudo nos discursos cristãos.

Pois o entendimento errôneo da escritura o coloca acima da sua atuação que é o enganador, tentador, mentiroso, ladrão, roubador, mercenário, assassino. (João 10.10; Mateus 4.3; Mateus 13.39). Contudo faz isso transportando ideias e paixões ao homens como mostra o texto paulino:

“para que assim voltem à sobriedade e escapem da armadilha do diabo, que os aprisionou para fazerem a sua vontade” (II Timóteo 2.26 – NVI*)

No entanto a maldade do mundo é o resultado não do maligno apenas, mas do próprio homem que se joga freneticamente ao fetiche do novo, ao desejo da modernidade a todo custo. Busca um novo carro, novo emprego, novo lucro, novo e novo, sem pestanejar. Sem se importar com outro.  Este sentimento que Paulo chama de raiz de todos os males:

“Porque o amor as riquezas e raiz de todos os males” ( I Timóteo 6.10***) 

Por isso, jogar tudo nas costas do maligno é apenas esconder as nossas responsabilidades, pois a única coisa que ele fez foi jogar a isca, que você se deixou levar e dominar, então a paixão do ser humano é que desvirtuou e destruiu tudo que vemos hoje. Como ensina Paulo e Tiago:

Irai-vos, e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira. Não deis lugar ao diabo. (Efésios 4.26-27 – ACF**)

Cada um, porém, é tentado pela própria cobiça, sendo por esta arrastado e seduzido. Então a cobiça, tendo engravidado, dá à luz o pecado; e o pecado, após ter-se consumado, gera a morte. (Tiago 1. 14-15 – NVI*) 

No entanto o que queremos reiterar nesta mensagem, é que não precisamos teme-lo ou dar mínima atenção, pois como as escrituras já dizem, ele já está julgado e condenado. Portanto como a banda Stryper diz na música “para o inferno com o Diabo”.

“O diabo, que as enganava, foi lançado no lago de fogo que arde com enxofre, onde já haviam sido lançados a besta e o falso profeta. Eles serão atormentados dia e noite, para todo o sempre”. (Apocalipse 20:10 – NVI*) 

O que realmente deve estar presente em nossos discursos não é dizer o que é sagrado ou profano, mas reforçarmos como é importante tirar a maldade de nosso coração, purificando com a meditação da verdade (Ef. 5.26), a busca de fazer o bem em todo tempo, reprogramando assim nossos gestos e reações para uma nova naturalidade, que devemos exercitar no transito, em nossas famílias, com nossos amigos, em nosso trabalho….

Enfim como Cristo diz, não é que está fora que nos corrompe, mas o que ocupa nosso coração. O que deixamos infiltrar nas entranhas de nosso desejos, este deve ser tema de nossa santidade, e não os objetos culturais. Pois como diz Cristo“Vigiem e orem para que não caiam em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca” (Mateus 26. 41 – NVI*). Oramos para que Deus nos ajude a trazer o Reino e vigiemos o resto do dia para que nosso coração se volte a fazer o bem, pois este é o nosso verdadeiro propósito, inundar o mundo com os valores do Reino.

 

Texto: Lucas Vicente

* Tradução: NVI – Nova Tradução Internacional.

** Tradução: ACF – Almeida Corrigida e Fiel.

*** Tradução Alterada – Nós utilizamos a tradução da King James Atualizada, contudo mudamos o termo dinheiro para riqueza, que uma das definições que pode ser expressada pelo termo no grego.