Discurso, Parábolas e Instruções – Sermão das Oliveiras- 17ª Parte: Mateus 24. 15 – 22

Como já é sabido estamos propondo um estudo bíblico do Novo Testamento para aprendermos mais juntos da Bíblia. Para isso estaremos separando alguns textos e induzindo algumas perguntas e conceitos para entendermos melhor o Novo Testamento. 

O décimo-sexto estudo é sobre o Novo Testamento, com o enfoque em Jesus, no qual nos proporemos a evidenciar os seus discursos de: ensino, parábola e instrução. Agora estaremos estudando o sexto grande discurso de Jesus, o Sermão das Oliveiras. 
Segunda parte do Estudo Sermão das Oliveiras, que o é texto de Mateus 24.15-22. Para ler clique ao lado: (http://migre.me/jaS80). 

Perguntas intuitivas: 
1. Baseado no complemento 1, de qual destruição Jesus está se referindo na sua profecia? Como podemos relacionar ao Vs.21 e expressão 1? 
2. Como podemos relacionar a destruição do templo passagem de Mateus 23. 37-39; Lucas 13. 34-35. (Veja abaixo) 
3. Vs.16 – 20, Jesus deixa instruções proféticas para Igreja Primitiva, Qual sua importância, relacione complemento 2. Desta forma como podemos refletir importância da profecia, na nossa vida? (lembre de Relacionar ao conceito 1). 
Conceitos: 
1. Profecia: Em grego Paraklesin. O Apostolo Paulo ensina na carta de Coríntios 14.3, que profecia, é e serve: edificação, encorajamento e consolação. Sendo assim qualquer revelação só realmente verdadeira se seguir estes elementos. 

Expressões 
1. Profanação Horrível: Traduz a expressão em grega: “a coisa abominável que causa horror e repulsa”. Jesus ressalta que os leitores do livro escrito pelo profeta Daniel poderão compreender melhor o que ele está dizendo. Na destruição do Templo pelos romanos em 70 d. C., os romanos ofereceram sacrifícios pagãos no santíssimo lugar, para violar e humilhar os judeus e exaltar seus deuses e Roma. 

Complementos: 
1. Primeiro Templo foi idealizado por Davi (II Samuel 7.2; 24. 18-15; I Cro. 22.8) entretanto coube a Salomão seu filho a honra de sua construção, que teve início no quatro do seu Reinado e foi concluída sete anos mais tarde. Mas a divisão do Reinado, seu enfraquecimento e desvio dos caminhos do Senhor, resulto em diversas pilhagens até a invasão e destruição por Nabucodonosor em 587 a.C. Mesmo depois de sua destruição, alguns fies ainda iam oferecer sacrifícios em suas ruínas. O segundo templo foi erguido por ocasião do retorno dos exilados da Babilônia, cerva de 537 a. C., conforme a autorização e ajuda de Ciro, rei da Pérsia, e do ministérios de Neemias e Esdras ( Nm. 2.11-20), contudo agora sem arca que havia desaparecido no período do exílio. Esse segundo templo acaba sendo invadido e profanado por Sírio de Antíoco IV Epifânio (175 -163 a. C.). Contudo a revolução macabéia conseguiu expulsar sírios, como movimento nacionalista e purificar o templo. Contudo em 63 a. C. é usado pelos Macabeus como fortaleza para resistir o cerco de Pompeu, conseguiram por três meses até novamente serem subjulgados e novamente seu templo esta aos pedaços. O Terceiro Templo, chamado de Templo de Herodes , começou no ano de 19 a. C., objetivo de sua construção foi conseguir apoio dos judeus, mesmo sendo Rei de família gentia. Mesmo assim teve bastante zelo para construir, convocou mil sacerdotes que foram treinados como pedreiros para conduzir a edificação do santuário, e procuraram construir uma cópia do templo de Salomão. Em uma área com mais de 144.00 m2, ergueu-se uma magnifica estrutura de pedras creme, adornadas de ouro. Um muro feito com blocos de pedras com sessenta centímetros de largura por até cinco metros de comprimento circundava o templo. Contudo, alguns anos após termino da construção, exatamente 40 anos depois da profecia de Jesus, durante a celebrações da Páscoa judaica, as tropas do comandante romano Tito tomaram posição de combate, as portas de Jerusalém. A cidade estava em festa e repleta de judeus de todas as partes. Os dois mais poderosos partidos judaicos, que deveriam estar atentos a defesa da cidade contra Roma, achavam-se em violenta guerra interna, a ponto de incendiarem os estoques de alimentos um do outro. Somente quando os enormes aríetes dos romanos arrebentaram o primeiro portão de Jerusalém foi que os políticos decidiram se unir contra o invasor. Tarde demais. Tito incendiou tudo, até as pedras foram separadas para colher o Ouro derretido que se infiltrara nas junções. O Comandante romano deixou apenas um resto de muralha como símbolo do aniquilamento de Israel, conhecido em nossos dias como “Muro das Lamentações”. Mais de um milhão de judeus morreram naquela época. Todas as estradas que passavam em Jerusalém estavam tomadas por Judeus Crucificadas. Os sobreviventes foram vendidos ou negociados como escravo. Israel desapareceu como nação e os judeus foram espalhados pelo mundo inteiro, sobe a maior humilhação já sofrida por um povo até os nossos dias. 

2. Nos antecedentes da invasão romana, os judeus lembraram que Jesus havia profetizado, liderados por João Marcos, líder da igreja em Jerusalém, conseguiram fugir desta grande catástrofe, indo para montanhas, se refugiando nas montanhas da Transjordânia. 

Passagens Bíblicas: 
“Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas, e apedrejas os que te são enviados! quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintos debaixo das asas, e tu não quiseste! Eis que a vossa casa vai ficar-vos deserta; Porque eu vos digo que desde agora me não vereis mais, até que digais: Bendito o que vem em nome do Senhor. 
(Mateus 23. 37-39 – ARA*) 

“Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas, e apedrejas os que te são enviados! Quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha os seus pintos debaixo das asas, e não quiseste? Eis que a vossa casa se vos deixará deserta. E em verdade vos digo que não me vereis até que venha o tempo em que digais: Bendito aquele que vem em nome do Senhor”. (Lucas 13. 34-35 – ARA*) 

Baseados nos livros: 
NOVO TESTAMENTO. Ed. Estudo. Tradução e revisão comitê internacional e permanente de tradução e revisão da Bíblia King James Atualizada. São Paulo; Abba Press, 2007. p. 1810-1811 e 2223 (Notas de rodapé 1,3,4; 3). 
WIERSBE, Warren W. Comentário Bíblico Expositivo: Novo Testamento. Volume 1, São Paulo; Editora Geográfico, 2007. p. 111-112 

*KJA – Significa a tradução do versículo utilizada, que é a Almeida e Revista Atualizada. 

Texto: Lucas Vicente.