Discurso, Parábolas e Instruções – 10ª Parte Mateus 13. 24 – 43 – Respostas

OBS. Lembrando que essas respostas não são absolutas, mas são apenas para direcionar um estudo sobre a Palavra do Senhor.

Conceitos:
1. Reino de Deus: é primariamente um substantivo abstrato e denota “soberania”, poder real, domínio”; substantivo concreto, que denota o território ou povo sobre quem um rei reina. Este reino descrito na sinagoga de Nazaré: Então, O Reino de Deus é: (a) a esfera do governo de Deus, (b) a esfera na qual, em qualquer tempo o Seu governo é reconhecido. (c) De hoje em diante. Deus chama os homens de todos os lugares, sem distinção de raça ou nacionalidade, para se submeterem voluntariamente ao Seu governo. 
2. Fermento: Zume, significava: “fermento, massa azeda, em alto estado de fermentação, qual tinha uma simbologia no Antigo e Novo Testamento de algo perverso, impuro, hipocrisia, mistura. Contudo nesta passagem, se refere a similitude do processo de fermentação, de expansão e crescimento. Ou seja o Reino Deus mesmo começando como algo pequeno se expande enormemente, e também transforma por inteiro a massa, a pessoa, com uma nova cultura e modelo.
3. Consumação do Século: a tradução mais apropriada seria um período marcante na história da humanidade, qual podemos relacionar o contexto com a passagem como finalização dos tempos, ou seja que vai do nascimento de Jesus e termina na sua volta triunfante (Mt. 24.25).

Expressões: 
“Lançou o Joio no Meio do Trigo”: O Joio é uma erva daninha, que tem uma aparência muito semelhante com o trigo só podendo diferencia-la quando as espigas se formam. Assim só na colheita pode se separar uma da outra, que deveria ser feita de forma meticulosa, pois o centeio do joio era venenoso, então qualquer erro no separo poderia levar alguém a morte. Demonstrando também uma dicotomia, entre santo e separado: 
“Como um grão de mostarda”: A semente de mostarda nos tempos de Jesus era menor semente que existia na palestina, contudo poderia alcançar até 3 metros de altura. Sua representação também se relaciona com Ezequiel 17, que se refere ao Nova Israel e um crescimento anormal, como fica reforçado vs. 23. Ou seja uma pequena semente leva uma grande transformação, o novo, as boas novas do Reino. 
“Uma Medida”: Vem do hebraico Seah (no original do grego: Sata) corresponde a cerca de seis litros.

Passagens Bíblicas:
“PORTANTO, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus. Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra; Porque já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus […] pois que já vos despistes do velho homem com os seus feitos, E vos vestistes do novo, que se renova para o conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou”. (Filipenses 3.1-3;9 e 10 – ARA*).
“O Espírito do Senhor é sobre mim, Pois que me ungiu para evangelizar os pobres. Enviou-me a curar os quebrantados do coração, A pregar liberdade aos cativos, E restauração da vista aos cegos, A pôr em liberdade os oprimidos, A anunciar o ano aceitável do SENHOR.”. (Lucas 4.18-19 – ARA*).
“ E, interrogado pelos fariseus sobre quando havia de vir o reino de Deus, respondeu-lhes, e disse: O reino de Deus não vem com aparência exterior. Nem dirão: Ei-lo aqui, ou: Ei-lo ali; porque eis que o reino de Deus está entre vós” (Lucas 17.20-21 – ARA*).

RESPOSTAS
1. O que é Reino de Deus, segundo o conceito abaixo, e Cf. Filipenses 3.1-3 e 9,10; Lucas 4.18-19 e Lucas 17.20-21? (Veja logo Abaixo as Passagens). Como podemos relacionar a simbologia do grão de mostarda e fermento de Mateus 13.

R. O Reino de Deus conforme vimos no conceito é o campo do governo de Deus, é o local onde independente do tempo Seu governo é reconhecido, e Deus chama a todos sem distinção para se submeterem voluntariamente ao Seu governo. A partir do momento que decidimos nos submeter ao governo de Deus, ressuscitamos com Cristo, e então Ele nos chama a ter uma nova vida, buscando as coisas do alto, ou seja buscando a vontade de Deus para a nossa vida. Então já não pensamos mais em nós mesmos, ou em nossas vontades e sim em obedecer a tudo que Deus nos diz, pois quando entendemos que a nossa natureza é pecaminosa, compreendemos que todos os dias devemos nos despir do velho homem, ou seja nos despir das nossas cobiças e vontades, e nos revestir do novo de Deus, para então a cada dia buscarmos sermos mais parecidos com aquele que nos Criou. E somos capazes de tudo isso pelo Espirito do Senhor que está sobre nós, e este mesmo Espirito nos ungiu para evangelizar, curar, pregar, restaurar, libertar e anunciar o ano aceitável do Senhor, não por que somos bons e capazes, mas tudo pela legalidade do nome de Jesus. Entendemos então que o Reino de Deus é semelhante a um grão de mostarda que era a menor das sementes que existiam na palestina, mas esta poderia chegar a 3 metros de altura, nós somos assim pequenos e pequenos mas Deus usa das nossas vidas para levar as boas novas do Reino, é Ele que nos faz alcançar e a chegar em lugares que nunca imaginaríamos chegar. Concluirmos então que o Reino de Deus não vem como algo aparente, mas está em nosso interior, e se expressa através das nossas novas práticas, assim como no processo de fermentação, o Reino em nós começa como algo pequeno mas que se expande, e nos modifica por inteiro, nos levando assim a viver a cultura do Reino de Deus, ou seja viver seus costumes e práticas.

2. Como podemos relacionar a Parábola do Joio com aspecto da história do Cristianismo e a igreja Atual? Que nova noção de temporalidade, esperança e de Juízo apresenta? Como você pode relacionar a sua vida? 

R. Conforme vimos joio é uma erva daninha, que tem uma aparência semelhante com o trigo, dessa forma só é possível diferencia-las quando as espigas se formam, assim só na colheita pode se separar uma da outra. Com esta parábola, lembrando que parábola é a forma como Jesus usava, para explicar conceitos de difícil compreensão, para o povo que era simples, então Jesus usava coisas do dia a dia daquelas pessoas para explicar as verdades do Reino de Deus. Continuando, Jesus usou destas palavras para advertir o povo sobre os falsos cristãos e heresias e distorções do Evangelho, ou seja doutrinas que aparentavam serem crentes, mas que na verdade eram religiosos, como os fariseus que ficavam horas e horas orando em voz alta nas praças, mas por pura religiosidade e para serem reconhecidos perante os homens. Trazendo isso para os nossos dias, ainda é possível vermos alguns fariseus nas igrejas e mesmo em lugares sociais que frequentamos, estas pessoas se dizem cristãos, mas na verdade não tem verdadeiramente o Reino de Deus inserido em seu coração, pois não possuem as práticas do Reino. E também observamos heresias e distorções transvestidas de mensagem de Deus, só podemos identifica-las quando conhecemos a bíblia a história da igreja e a teologia. Contudo o cristianismo atual está ligado ao “agorismo” ou seja só serve para resolver o problema do agora das pessoas assim elas tem um ensino superficial e são facilmente manipuladas, e também é resultado de líderes cristãos com até vocação mas, sem nenhum preparo bíblico, teológico e histórico que leva a enormes distorções como pessoas donos de igrejas. Portanto pelos frutos nós sabemos qual fruto bom ou ruim, e qual movimento é certo e errado. A nova noção de temporalidade é que agora existe claramente a noção de eternidade, sendo assim o cristão não deve se apegar ao agora mas, vislumbrar a vida eterna, por isso, deve perder a sua vida para ganha-la, como apresenta o versículo 43. Esperança porque entendemos que não é pela nossa capacidade que entraremos no Reino como acreditavam os fariseus, pois, todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus, mas, pelo novo filho do Homem, fomos justificados e podemos entrar na eternidade, vemos isso nos versículos 37-38. E do juízo pois, aponta que mesmo Deus sendo amor, ele é justo e não vai contra o seu próprio atributo, por isso, vai julgar a todos, aqueles que não receberam a palavra que é Cristo, iram perecer como o joio, mas aqueles que guardarem a palavra e preservarem, resplandecerão como o sol no Reino do Pai, versículos 41-43.

Devemos todos os dias, ficarmos atentos para não nos tornarmos joio, nos preocupando com a nossa aparência, e vestirmos máscaras de super-cristãos, tentando mostrar que somos perfeitos e santos, mas o nosso interior é como trevas. Mas devemos procurar ser inteiros, e límpidos guardando o nosso coração de coisas más, e a nossa mente de pensamentos pecaminosos, para que no final nós possamos ser encontramos fiéis e nos esforçando para conhecer a palavra de Deus, para não sermos levados por qualquer vento de doutrina como nos ensina o Apostolo Thiago, pois a única coisa infalível é a palavra de Deus e não os homens, quando os homens querem se impor fora da palavra eles constroem dogmas para manipular e dominar as pessoas.

Texto: Ana Flávia Thomazinho / Lucas Vicente.