David Livingstone – O Desbravador da África

“Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna”. João 3. 16. NVI.

 

David Livingstone, nasceu dia 19 de março de 1813, na Escócia. Seus pais, Neil e Agnes, cristãos devotos, pobres e piedosos, tiveram 5 filhos. Desde cedo, David amava a Deus, e aos 9 anos de idade, decorou e elucidou o Salmo 119, o maior capítulo da Bíblia Sagrada, e como premiação, por realizar essa façanha, ganhou um Novo Testamento. Aos 10 anos de idade, precisou trabalhar para ajudar sua família, seus pais o colocaram em uma tecelagem. Seu horário de expediente era das 6 às 20 horas, com intervalo para o café e almoço. Mas ele era aplicado, conseguira, com parte de seu salário, comprar uma gramática de latim, e enquanto fiava algodão em sua máquina, estudava.

 

Durante sua juventude, e aos 16 anos de idade, David sentiu-se vocacionado para Missões. E aos 20 anos, foi para Glasgow, capital da Escócia, para estudar medicina e teologia. Em 1840, após sua formatura, foi Ordenado Missionário. Sua expectativa era ir para a China, mas por motivo que começara a guerra do Ópio entre Inglaterra e a China, impediram a sua partida. Em uma reunião, ao ouvir um discurso do missionário Robert Moffat, sobre a África, e tantas aldeias sem ninguém que levasse o Evangelho para essas pessoas, tomou a decisão de ir para lá, e disse: “Irei imediatamente para a África”. Depois recebeu a benção dos seus pais e irmãos, lendo juntos os Salmos 121 e 135, e seu pai o acompanhou a pé até Glasgow, se despediram e partiu no dia 17 de novembro de 1840.

 

Certamente, Livingstone, estava pondo em prática seus conhecimentos médicos e teológicos assim que pôs seus pés no navio, fazendo amizade com o comandante da embarcação, que o ajudava na preparação dos cultos a bordo. Aproveitando também, os seus dotes para evangelizar os marinheiros. Além disso, durante a viagem de 3 meses, teve o aprendizado do uso do sextante, observando a lua e as estrelas, que lhe seria muito útil futuramente. Ao chegar na Cidade do Cabo, na África do Sul, ingressou em direção ao Norte, indo para a parte central do continente, em Kuruman, atual Batsuana. Em sua jornada, de vilarejo a vilarejo, adentrando a selva, por lugares onde nenhum branco havia chegado, sofreu um ataque de um leão, abocanhando o seu ombro direito, mas conseguindo escapar da fera, atraída por outras presas humanas, mas com sequela de seu braço nunca recuperar seus movimentos por completo.

 

Nesse interim, de esperar o regresso do amigo Robert Moffat, aprendia os dialetos tribais e pregava o Evangelho e recebia os indígenas, que viajavam cerca de 300 km de outras aldeias, para ter um atendimento médico. Em 1844, teve esse encontro com Robert, conheceu sua filha mais velha, e em 1845 se casaram. Mary Moffat, sua esposa, era de grande ajuda, pois era nascida na África, conhecia os povos das aldeias, seus costumes, e os alfabetizava-os, pois além de ser professora, era enfermeira e cozinheira. Os Livingstones tiveram 6 filhos, 1 morrera na África. Mas depois de alguns anos, para proteção de sua família,  de ataques de animais selvagens, a probabilidade de contrair vários tipos de doenças e investidas de contrabandistas de escravos, pois era contrário a comercialização dos nativos, em 1852, enviou sua família para a Inglaterra, permanecendo na África. Só voltando em 1856, para a Inglaterra, já aclamado como Herói Nacional, condecorado pela Rainha Vitória, e nomeado cônsul britânico na costa oriental da África. No mesmo ano publica seu livro “Viagens Missionárias e Pesquisas na África do Sul”, que participa de grande sucesso. Voltando, em 1858 para África, com sua esposa e um dos seus filhos.

 

No entanto, em 1862, sua esposa falece, David se entrega, mais ainda, em seu trabalho. Em 1871, é enviada uma equipe de quase 200 pessoas, chefiadas pelo repórter Stanley, do jornal New York Herald, para saber de seu paradeiro e se continuava vivo. Esse encontro foi de grande balsamo para David, pois Stanley levou remédios, alimentos e equipamentos, e notícias do mundo. O jornalista permaneceu 4 meses, ao seu lado, participando de suas explorações cientificas e observando a sua vida cristã piedosa, se convertendo ao Senhor Jesus, e depois foi seu sucessor como missionário, após a sua morte. Em primeiro de maio de 1873, na aldeia de Chitambo, em Ilala (atual Zâmbia), muito doente, veio a falecer, encontrado em seu quarto ajoelhado, pelos seus assistentes nativos. Seu coração foi retirado, e enterrado embaixo de uma árvore e seu corpo embalsamado e levado para Zanzibar, então transladado para a Inglaterra.

 

Em suma, David Livingstone, foi o missionário e desbravador do continente africano, que descobriu e cartografou vários rios, lagos, cachoeiras, passou 30 anos na África, percorreu 48 mil Km, foi sepultado na Abadia de Westminster, entre os monumentos dos reis e heróis britânicos. Mas a principal função, foi a de Missionário, servo de Deus, pela sua persistência e oração, para levar o Evangelho a toda criatura. Seu lema: “Deus teve um único filho e fez dele um Missionário”.

 

Ore: Pai Amado, Pai Querido, que eu possa obedecer ao seu mandamento, de ide e pregai o Evangelho a toda criatura. Eu oro em nome de Jesus.

 

Texto e vídeo de Greg Vicente

 

baseado na obra Heróis da Fé, de Orlando Boyer, páginas 135 a 150. Editora CPDA.

 

Gregório Vicente é Pastor, teólogo, administrador de empresas, casado há 39 an0s. Tem dois filhos casados e duas netas.