De Onde Vem as Guerras?

De onde vêm as batalhas e os desentendimentos que há entre vós? De onde, senão das paixões que guerreiam dentro de vós.  Cobiçais e nada tendes. Matais e invejais, porém não conseguis obter o que desejais; viveis a brigar e a promover contenda […]Achegai-vos a Deus, e Ele acolherá a todos vós! Pecadores, limpai as vossas mãos, e vós que tendes a mente dividida pelas paixões, purificai o coração”. (Tiago 4.1-2a e 8 – KJA*)

O estado que a humanidade apresenta hoje de guerras, desigualdades, ódio, xenofobismo. É um reflexo do interior e da mentalidade do homem pós-moderno, que está cheio de individualidade, consumismo, ânsia pelo luxo. Fazendo de sua cobiça a raiz dos males, já que, fazem de tudo para alcançá-la, não importando as consequências de guerras, lutas, divisões. Não importa os meios e sim o fim.

Por isso que Tiago em seu livro no capítulo quarto, demonstra que as contendas não esta fora, mas dentro do homem, com suas cobiças.  Esta é a origem das guerras e dos conflitos da humanidade. Assim complementando o que Jesus ensinava, que não é o que se come que corrompe, mas o que saí do seu coração, pois é dele que sai toda cobiça, guerra e luxúria.

A vista disso Cristo anuncia o Reino de Deus, para assim mudar o estado desta humanidade. Pois o Reino é feito de valores e de uma nova cultura, que se apoia basicamente na lei de ouro:

Portanto, tudo quanto quereis que as pessoas vos façam, assim fazei-o vós também a elas, pois esta é a Lei e os Profetas”. (Mateus 7. 13 – KJA)

Nesta perspectiva Tiago demonstra, que este retorno do homem aos valores do Reino só poderia ser feito ao se sujeitar a Deus. Residindo da ação de limparmos nossa mente e coração dividido, com as influências deste mundo e suas ideias errôneas. Como mágoa, ódio, inveja, maledicência, tristeza, consumismo frenético. São estes elementos que nos leva ao pecado, a guerra que nos faz estar longe de Deus e do próximo.

Contudo esta prática não teria fim, mas seria diária, já que todos os dias nosso coração é interpelado pelos ideais pós-modernos. Em vista disso Paulo reforça este ideal nos afirmando para renovar-nos a nossa mente e coração na boa, perfeita e agradável vontade de Deus. Transposta na palavra de Deus, em orações e nossas práticas.

Portanto se quisermos nos conhecer, e somente olharmos para dentro de nossa mente e coração é que encontraremos o espelho de nossa forma e dimensão. Para então lembramos o que queremos ser, o que queremos iluminar, inspirar e praticar em nosso dia-a-dia. Pondo fim aos conflitos e dando vida a boas manhãs de paz em nosso trabalho, em nossa casa, pois tudo começa com uma ação, basta ela para inflamar um novo colorido de ações em nossa vida.

Texto: Lucas Vicente

*Tradução: King James Atualizada