As Tramas Da Liberdade

“Todas as coisas são lícitas, mas nem todas convêm; todas são lícitas, mas nem todas edificam”. Ninguém busque o seu próprio interesse, e sim o de outrem. (I Coríntios 10.23 e 24).

Liberdade um caminho prescrito pela sociedade contemporânea desde o iluminismo a pós-modernidade não teve imagem ou ilustração mais ambicionada do que a tal poderosa e formosa liberdade.

Flutuando pelas correntes temporais, a liberdade vem desabrochando sobre todos os aspectos e espaços do homem, dês dos simples direitos universais do homem, na Revolução Francesa que combinavam direitos políticos e sociais até a definição de sua sexualidade.

Mas em todo este labirinto de encontro e desencontros que a história apresenta, o que podemos parcialmente contemplar dentro da sociedade contemporânea é uma figura desajustada e perdida em si mesmo, não sendo capaz de perceber o mal que gera em si mesmo.

Por isso Paulo se aproveita do ditado popular na cultura helênica que todas as coisas são licitas, mas nem todas convêm, pois antes de tudo a liberdade somente coopera se ela edificar a si e ao outro. Ou seja, a liberdade é importante desde que gere o bem estar próprio e do outro.

Este limite de liberdade se perdeu, não para edificar algo, mas para caminhar por um desejo frenético do hedonismo, do prazer, da felicidade continua e que condena muitos a desesperança, fome, maldade…

Pois hoje o que importa é a si mesmo e sua PSEUDO-FELICIDADE.

Então cabe a igreja novamente com Paulo em seu tempo, retomar os valores do outro, do amor ao próximo e do limite à liberdade. Para isso a igreja deve acordar para tudo em sua roda em vez de ficar fechada em seu mundo particular, “Crentolânda”.

Acordemos e voltemos a praticar os valores de Cristo, orando sem cessar para mudança de nossa realidade.

Texto: Lucas Vicente.