As Práticas Do Pai-Nosso

“Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu;  O pão nosso de cada dia nos dá hoje; E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores; E não nos induzas à tentação; mas livra-nos do mal; porque teu é o reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém”. (Mateus 6.9 – 13, ARA).

Ao olharmos para a oração de Jesus podemos ver além das linhas da repetição, além de seu caráter mágico que é tomado em nosso espaço religioso atual.

A oração não é uma mágica, uma mandinga, estas noções que não são próprias de nosso tempo, mas também nos tempos de Jesus, fomentado no coração dos discípulos inquerindo Cristo na busca desta “formula mágica”, como nos revela no evangelho de Lucas. Contudo Cristo não era dado aos clichês de seu tempo, qual acreditavam que alguns rabinos tinham em suas orações o segredo de Deus escondido, em palavras garrafais seria como pedir:  “Mostra aí o segredo da mandinga”.

Cristo oferece então uma nova formula, para os viciados religiosos e suas longas e cansadas orações, e suas destemidas mágicas. Ele nos chama a atenção para oração ser algo simples, que se reproduzisse no nosso cotidiano, algo tão fácil que até o coração de uma criança poderia revelar. Demonstrando que a oração não devem apegar em tempos e tempos, mas na simplicidade que esta em seu coração, como desejo de viver o reino, as preocupações do dia-a-dia, a busca por perdão e perdoar e até livrarmos de todo mal.

Além disso, Cristo não nos da rastros de como deve ser a nossa oração, mas como deve ser a nossa prática e imaginário cristão. O nosso coliforme imaginário deve ser preenchidos por três primas.

 1. “Pedir que o Reino venha a nossa vida”; é declarar o desejo de viver antes de tudo o Reino, que não são instituições a igreja apenas, mas viver os princípios de Deus, isso o Reino, apreender o amor, esperanças, alegria… Desta forma inundamos o mundo com Reino de Deus, com práticas e não igrejas, apenas.

2. “Pedir para Deus nos perdoar a assim como nós perdoamos”; aponta que tipo de coração devemos ter. Um coração que reconhece que é falho, que vive somente pela graça de Deus e não seus méritos,  assim não se coloca melhor que ninguém, não importando os tons de suas idas e vindas numa igreja. Um coração que tem o verdadeiro amor que ama sem querer algo em troca, a maior exemplificação dessa atitude é o perdão. O que ganhamos, a perdoar, nada, além de tentar amar aquela pessoas além de suas ações consigo mesmo.

3. “Ao pedir que nos livre do mal”;  É nos esforçar para sermos luz, testemunho, em meios círculos sociais que nos é apresentado. Não apenas como tradições cristãs, pois elas não mudam as pessoas, mas transmitir o amor e o perdão, como Nelson Mandela o fez na África do Sul por exemplo. Este Trouxe em nossa realidade muito mais cristianismo de que maioria de nossas pregações e igrejas de hoje, pois ensinou uma nação a viver junta novamente. Ou seja, pedir que o Senhor nos guarde não é para viver uma vida pietista, aprisionada em espaços religiosos e seus grupos, mas não importa onde você esteja, esteja pronto para fazer o bem e transmitir a glória de Deus. Então pedimos não nos deixe cair na malignidade de nossa individualidade, do nosso eu, no entanto nos leve ver outro reconhece-lo e ama-lo como ele é.

Portanto que estas tramas aqui reproduzidas, seja o eco de nossas atitudes e desejos de nosso amanhã. Para transportarmos esta realidade para algo mais parecido do que cremos.

 Texto: Lucas Vicente.

*ARA – Almeida Revista e Atualizada.