Aprendendo Orar Com Jesus

“De uma feita, estava Jesus orando em certo lugar; quando terminou, um dos seus discípulos lhe pediu: Senhor, ensina-nos a orar como também João ensinou aos seus discípulos. Então, ele os ensinou: Quando orardes, dizei:” (Lc 11.1-2a, ARA).

Você sabe orar? Os discípulos de Jesus não sabiam orar, assim como os discípulos de João Batista não sabiam. João Batista ensinou aos seus discípulos uma oração específica. Por isso que os discípulos de Jesus fazem o seguinte pedido acima. Nos dias de Jesus era comum modelos de oração como a Shemá e dezoito bênçãos. Além de ser comum três orações por dia: manhã, tarde e noite, uma ordenança a todo homem maior de 13 anos. Por isso iremos aprender a orar com Jesus segundo seu ensinamento, no Sermão do Monte, sobre a oração.

Então Jesus Cristo em Mt 6.5-14, no Sermão do Monte, nos ensina a orar. Primeiro, ao SENHOR nos mostra como se preparar para orar, e depois nos deixa um modelo de oração, conhecido como ‘Oração do Pai Nosso’.

Antes de começar a orar, temos que examinar o nosso procedimento para orar como nos aponta Mateus. 6.5-8. Primeiro, não podemos orar para aparecer para as pessoas como bons religiosos ou como sendo espirituais, porque se assim for já recebemos a recompensa da oração, aparecendo. Segundo, temos que entender que oração é relacionamento íntimo com Deus, devemos ter intimidade com Ele, e ter um relacionamento pessoal e secreto com o Pai. Oração é muito mais que falar com Deus, mas é falar, ouvir, ter relacionamento, intimidade. E por fim, não podemos nos orgulhar por orarmos, e por orarmos bastante tempo, nos orgulhando na carne.  Pois o Pai já sabe da nossa necessidade antes de orar. Pois como Jesus não vivia de alguns momentos na presença de Deus, mas toda sua existência era dentro da presença de Deus.

“Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia dá-nos hoje; e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores; e não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal [pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém]! (Mt 6.9 – 13, ARA).

Jesus nesta oração saí dos paradigmas das orações judaicas, longas, automáticas, que procuravam o esplendor de suas palavras aos homens. Além de ir contra onda mística do período de Jesus qual o Rabi tinha “mandiga” ou “segredo” de uma oração mágica. Todavia nos apresenta uma oração curta, simples e de coração. Que falava sobre anseios do coração do homem, demonstrando a totalização do homem com Deus. Aonde se busca do pão a cada dia à revelar o propósito de Deus na Terra, de se livrar do mal à ter capacidade de relacionar com o próximo com perdão.

Portanto a verdadeira oração dirigida no nome de Jesus, e aquele que procura apresentar o seu coração a Deus, saindo de qualquer vicio ou modelo humano de repetição. Como Jesus ensinou a Samaritana, que veria hora, que Deus procurava orações, não de um povo ou de um templo, mas de espírito e de verdade, ou seja de corpo e alma.

 Texto: Thiago/Lucas Vicente.

*Tradução: Almeida Revista e Atualizada