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SÉRIE: GRANDES AVIVALISTAS: Pastor Hsi :Amado líder chinês (1836-1896)

Publicado: Sábado, 02 Novembro 2019 00:00

"Porque o Filho do Homem veio salvar o que estava perdido." (Mateus 18.11)

 

“Acontecera "o impossível" e toda a população se condoía de tal "tragédia": o senhor Hsi, cidadão respeitado por todos, tornara-se crente!

Fazia dois anos que um pregador da "nova religião" pregava na província de Shan-si. nquanto se esperava que enredasse alguns dos mais ignorantes, ninguém imaginava que o senhor Hsi, homem culto, de grande influência entre o povo e destacado adepto de confúcio, seria o primeiro a ficar "enfeitiçado" pelos "diabos estrangeiros!

Não havia entre o povo quem odiasse tanto os estrangeiros como o senhor Hsi. Mas, de repente, eis que ele estava ligado em espírito ao missionário. Abandonara todos os ídolos; dizia-se que os queimara!

Deixara de adorar as tábuas ancestrais. Não havia mais o cheiro de incenso na sua casa. E o que era ainda mais estranho: o senhor Hsi desistira de fumar ópio!”

 A Senhora Hsi dia a dia vinha notando a transformação do marido e o ódio que sentira quando da conversão de seu marido foi dando espaço no seu coração. Ao acordar de noite via seu marido lendo as Sagradas Escrituras, sua dedicação, suas orações penetraram de tal maneira em seu coração acabando por ganh´-la para Cristo.

“Para o crente Hsi, Satanás era o temível adversário que realmente é, sempre incansável e constantemente espreitando para derrubar e destruir os crentes. Considerava a oração indispensável e não muito depois de se converter chegou a reconhecer o valor de jejuar para melhor orar”.

O grande problema que o Pastor Hsi tinha de enfrentar era o da salvação de um povo dado a fumar ópio. Devia haver um meio para libertar os infelizes escravos do desespero indescritível, porque o Filho de Deus veio com o alvo definido de procurar e salvar os perdidos. Com suas orações e perseverança, construí um abrigo para dependentes e com muito esforço, dedicação e oração, conseguiu fabricar pírulas que o governo recusara a a oferecer para contribuir na etapa da abstinência.

Certo missionário escreveu o seguinte acerca de Hsi:

"O pastor Hsi era perenemente alegre; servia ao próximo incansavelmente; tratava a todas as pessoas com a maior delicadeza. Ganhar almas era a paixão da sua vida... Era impossível estar com o pastor Hsi sem orar. Seu instinto em tudo era o de olhar para Deus.” 

A obra pioneira que deixou em Chao-eh'eng, Teng-ts'uen, Hoh-chau, T'ai-yuan, Ping-yang e dezenas de outros lugares, é como pujante fortaleza e como resplandecente farol, dissipando as trevas do paganismo na China. Os abrigos e as igrejas fundados nesses lugares permanecem como imponente monumento à sua memória.

 

TEXTO: Mônica Vicente

 

Referência Bibliográfica: 

BOYER, Orlando, Heróis da Fé, Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 2002.

DIA DA REFORMA PROTESTANTE

Publicado: Quinta, 31 Outubro 2019 00:00

"Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus;"

Efésios 2.8, NVI

“As boas obras não tornam bom o homem, mas o homem bom pratica boas obras. As obras más não tornam mau o homem, mas o homem mau pratica obras más.” Martinho Lutero

No dia 31 de outubro de 1517, Martinho Lutero fixou nas portas da Igreja de Wittenberg, na Alemanha, as 95 teses contra a venda de indulgências. A data marca o início da Reforma Protestante e de um novo momento na história da humanidade.

“Nenhum aspecto da vida humana ficou intacto, pois abrangeu transformações políticas, econômicas, religiosas, morais, filosóficas, literárias e nas instituições. Foi, de fato, uma revolta e uma reconstrução do norte”, afirma o escritor Eby Frederick.

Na educação, os impactos foram determinantes. Na Idade Média, a igreja era a única Responsável pela organização e manutenção da educação escolar. A partir do século 16, surgiram as nações-estados, que se opuseram ao poderio universal do papa e formou-se a classe média.

 “Certamente, por essa razão, Lutero sentiu-se impelido para falar e se pronunciou de modo enfático sobre a necessidade das autoridades civis investirem na educação”, avalia o professor.

Neste contexto, os movimentos da Renascença e da Reforma são precursores de profundas mudanças na concepção de ensino. “A educação começa a visar de modo claro e definido à formação integral do homem, o seu desenvolvimento intelectual, moral e físico”, conta o professor Ruy Afonso da Costa Nunes.

Cidadania - Martinho Lutero também estimula a criação de escolas para toda a população. Houve forte ênfase ao ensino para suprir as demandas da recém chegada sociedade moderna, com dimensões geográficas, políticas, econômicas, intelectuais e religiosas em transformação.  

A contribuição da Reforma no contexto educacional é tamanha que, de acordo com o educador espanhol Lorenzo Luzuriaga, a educação pública teve origem nesta época. O movimento já estimulava a educação pública, universal e gratuita, para quem não poderia custeá-la.

“A educação pública, isto é, a educação criada, organizada e mantida pelas autoridades oficiais – municípios, províncias, estados – começa com o movimento da Reforma religiosa”, afirma Luzuriaga.

A aprendizagem construiria cidadãos capacitados, honestos e responsáveis. Era exatamente esta a necessidade do novo modelo de sociedade que surgia na época. De acordo com o pesquisador Evaldo Luis Pauly a rápida divulgação de ideias e concepções por meio da imprensa descoberta por Gutemberg, também contribuiu para que as iniciativas de estímulo educacional crescessem.

Universidades - As mudanças e ênfases da Reforma estimularam o surgimento das instituições de ensino. “A história das universidades nos estados alemães durante os séculos 16 e 17 foi determinada pelo progresso da religião e é quase idêntica a do desenvolvimento da teologia protestante”, declara Paul Monroe no livro História da Educação.

Nestor Beck diz que a Universidade de Wittenberg atraiu um número crescente de novos alunos, pela fama que passou a ter, entre os anos de 1517 a 1520. A Reforma Protestante deixou a concepção de que a ignorância é o grande mal para a verdadeira religião, por isso, superá-la é uma responsabilidade de todos.

“O melhor e mais rico progresso para uma cidade é quando possui muitos homens bem instruídos, muitos cidadãos ajuizados”, Martinho Lutero.

Texto extraído:

Referências Bibliográficas: portal.metodista.br/fateo/noticias/a-reforma-protestante-e-sua-contribuicao-para-a-educacao-moderna

SÉRIE: GRANDES AVIVALISTAS: Adoniram Judson: "Missionário, pioneiro à Birmânia" (1788-1850)

Publicado: Sábado, 19 Outubro 2019 00:00

Então ouvi a voz do Senhor, conclamando: "Quem enviarei? Quem irá por nós?" E eu respondi: Eis-me aqui. Envia-me!(Isaías 6.8).

O missionário, magro e enfraquecido pelos sofrimentos e privações, foi conduzido entre os mais endurecidos criminosos, com gado, achicotadas e sobre a areia ardente, para a prisão. Sua esposa conseguiuentregar-lhe um travesseiro para que pudesse dormir melhor no duro soloda prisão. Porém ele descansava ainda melhor porque sabia que dentro dotravesseiro, que tinha abaixo da cabeça, estava escondida a preciosaporção da Bíblia que traduzira com grandes esforços para a língua dopovo que o perseguia.Aconteceu que o carcereiro requisitou o travesseiro para o seupróprio uso! Que podia fazer o pobre missionário para readquirir seutesouro? A esposa então preparou, com grandes sacrifícios, um travesseiromelhor e conseguiu trocá-lo com o do carcereiro. Dessa forma a traduçãoda Bíblia foi conservada na prisão por quase dois anos; a Bíblia inteira, depois de completada por ele, foi dada, pela primeira vez, aos milhões dehabitantes da Birmânia.

Em toda a história, desde o tempo dos apóstolos,são poucos os nomes que nos inspiram tanto a esforçarmo-nos pela obramissionária como os nomes desse casal, Ana e Adoniram Judson. 

O império da Birmânia de então era mais bárbaro, e de língua ecostumes mais estranhos do que qualquer outro país que os Judsontinham visto. Ao desembarcarem os dois, em resposta às orações feitasdurante as longas vigílias da noite, foram sustentados por uma féinvencível e pelo amor divino que os levava a sacrificar tudo, para que agloriosa luz do Evangelho raiasse também nas almas dos habitantes dessepaís.

No começo do trabalho na Birmânia, Judson concebeu a ideia deevangelizar, por fim, todo o país. A sua maior esperança era ver durante asua vida, uma igreja de cem birmaneses salvos e a Bíblia impressa nalíngua desse país.No ano da sua morte, porém, havia sessenta e trêsigrejas e mais de sete mil batizados, sendo os trabalhos dirigidos por centoe sessenta e três missionários, pastores e auxiliares. As horas que passoudiariamente suplicando ao Deus que dá mais do que tudo quantopedimos ou pensamos, não foram perdidas.

Qual é a marca que você vai deixar para próxima geração?

Como verão se não há QUEM PREGUE?

Como pregar se ninguém se dispõe a ir? 

Texto: Mônica Vicente

Referência Bibliográfica:

BOYER, Orlando, Heróis da Fé, Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 2002.

SÉRIE GRANDES AVIVALISTAS: Henrique Martyn: "Luz inteiramente gasta por Deus" (1781-1812)

Publicado: Segunda, 14 Outubro 2019 00:00

"Tenho posto vigias sobre os teus muros, ó Jerusalém; eles não se calarão jamais em todo o dia nem em toda a noite: não descanseis vós os que fazeis lembrar do SENHOR, e não lhe deis a Ele descanso, até que estabeleça, e até que ponha a Jerusalém por objeto de louvor na terra!"

(Isaías 62.6).

 

Ajoelhado na praia da Índia, Henrique Martyn derramava a alma perante o Mestre e orava: "Amado Senhor, eu também andava no país longínquo; minha vida ardia no pecado... desejaste que eu me tornasse, não mais um tição para espalhar a destruição, mas uma tocha brilhando por ti. Eis-me aqui nas trevas mais densas, selvagens e opressivas do paganismo. Agora, Senhor, quero arder até me consumir inteiramente por ti!"

O desejo de levar a mensagem de salvação aos povos que não conheciam a Cristo, tornou-se como um fogo inextinguível na sua alma pela leitura da biografia de David Brainerd.. Henrique Martyn reconhecia que, como foram poucos os anos da obra de  Brainerd, havia também para ele pouco tempo, e se acendeu nele a mesma paixão de gastar-se, inteiramente por Cristo, no breve espaço de tempo que lhe restava, pois como seu pai e irmãos era tuberculoso.

A chegada de Henrique Martyn à Índia, no mês de abril de 1806, foi também em resposta à oração de outros. 

Para alcançar esse alvo, de dar as Escrituras aos povos da Índia e da Pérsia, Martyn aplicou-se à obra de tradução de dia e de noite, até mesmo quando descansava e quando em viagem. Não diminuía a sua marcha quando o termômetro registrava o intenso calor de 70" nem quando sofria da febre intermitente, nem com o avanço da peste branca que ardia no seu peito. Além de pregar, conseguiu traduzir porções das Sagradas Escrituras para as línguas de uma quarta parte de todos os habitantes do mundo. O Novo Testamento em hindu, hindustão e persa e os Evangelhos em judaico-persa são apenas uma parte das suas obras.

Quatro anos depois da sua morte, nasceu Fidélia Fiske, no sossego da Nova Inglaterra. Quando ainda aluna na escola, leu a biografia de Henrique Martyn. Andou quarenta e cinco quilômetros de noite, sob violenta tempestade de neve, para pedir à sua mãe que a deixasse ir pregar o Evangelho às mulheres da Pérsia. Ao chegar à Pérsia reuniu muitas mulheres e lhes contou o amor de Jesus, até que o avivamento em Oroomiah se tornou em outro Pentecoste.

Se Henrique Martyn, que entregou tudo para o serviço do Rei dos reis, pudesse visitar a Índia, e a Pérsia, hoje, quão grande seria a obra que encontraria, obra feita por tão grande número de fiéis filhos de Deus nos quais ardeu o mesmo fogo pela leitura da biografia desse pioneiro.


Texto: Mônica Vicente

Referência Bibliográfica: 

BOYER, Orlando, Heróis da Fé, Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 2002.

SÉRIE: GRANDES AVIVALISTAS: João Bunyan Sonhador imortal (1628-1688)

Publicado: Terça, 22 Outubro 2019 08:04

"Caminhando pelo deserto deste mundo, parei num sítio onde havia uma caverna (a prisão de Bedford): ali deitei-me para descansar. Em breve adormeci e tive um sonho. Vi um homem coberto de andrajos, de pé, e com as costas voltadas para a sua habitação, tendo sobre os ombros uma pesada carga e nas mãos um livro".

Faz três séculos que João Bunyan assim iniciou o seu livro, o Peregrino. Os que conhecem as suas obras literárias podem testificar de que ele é, de fato, "o Sonhador Imortal" - "Estando ele morto, ainda fala". Contudo, enquanto miríades de crentes conhecem o Peregrino, poucos conhecem a história da vida de oração desse valente pregador (BOYER).

Bunyan era funileiro e, como acontecia com todos os funileiros, era paupérrimo;  quando se casou ele não possuía nada  nem um prato nem uma colher - apenas dois livros: O Caminho do Homem Simples para os Céus e A Prática da Piedade, obras que seu pai, ao falecer, lhe deixara.

Procurava com ardor de sua alma a salvação “das penas eternas” como escrevera, na sua luta para sair da escravidão do vício e do pecado. Não fechava a alma aos perdidos que ignoravam os horrores do inferno.

Acerca disto ele escreveu:

"Percebi pelas Escrituras que o Espírito Santo não quer que os homens enterrem os seus talentos e dons, mas antes que despertem esses dons... “

Bunyam enfrentou todo tipo de perseguição Satanás, vendo-se grandemente prejudicado pela obra desse servo de Deus, começou a levantar barreiras de todas as formas. As autoridades civis o sentenciaram à prisão perpétua, recusando terminantemente a revogação da sentença, apesar de todos os esforços de seus amigos e dos rogos da sua esposa - tinha de ficar preso até se comprometer a não pregar mais Bunyan responde enfático: “-Se me soltarem, amanhã pregarei.”

Passou mais de doze anos encarcerado. É fácil dizer que foram doze longos anos, mas é difícil conceber o que isso significa - passou mais da quinta parte da sua vida na prisão, na idade de maior energia. Depois de liberto, pregou em Bedford, Londres, e muitas outras cidades. Era tão popular, que foi alcunhado de "Bispo Bunyan".

Mas como se pode explicar o maravilhoso sucesso de Bunyan? Como pode um iletrado pregar como ele pregava e escrever num estilo capaz de interessar à criança e ao adulto; ao pobre e ao rico; ao douto e ao indouto? A única explicação do seu êxito é que "ele era um homem em constante comunhão com Deus". Apesar de seu corpo estar preso no cárcere, a sua alma estava liberta.

O fenômeno da vida de João Bunyan consistia no seu conhecimento íntimo das Escrituras, as quais amava; e na perseverança em oração ao Deus que adorava. Se alguém duvidar de que Bunyan seguia a vontade de Deus nos doze longos anos que passou na prisão de Bedford, deve lembrar-se de que esse servo de Cristo, ao escrever O Peregrino, na prisão de Bedford, pregou um sermão que já dura quase três séculos e que hoje é lido em cento e quarenta línguas. É o livro de maior circulação depois da Bíblia. Sem tal dedicação a Deus, não seria possível conseguir o incalculável fruto eterno desse sermão pregado por um funileiro cheio da graça de Deus!

Texto: Mônica Vicente

Referência Bibliográfica: 

BOYER, Orlando, Heróis da Fé, Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 2002.

SÉRIE: "GRANDES AVIVALISTAS": George Whitefield "Pregador ao ar livre" (1714-1770)

Publicado: Quarta, 16 Outubro 2019 09:26

Na verdade, vosdigo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas, porque vou para meu Pai" (João 14.12).

Mais de 100 mil homens e mulheres rodeavam o pregador, há maisde duzentos anos, em Cambuslang, Escócia. As palavras do sermão,vivificadas pelo Espírito Santo, ouviam-se distintamente em todas aspartes que formavam esse mar humano. É-nos difícil fazer uma ideia dovulto da multidão de 10 mil penitentes que responderam ao apelo para seentregarem ao Salvador. Estes acontecimentos servem-nos como um dospoucos exemplos do cumprimento das palavras de Jesus:

"Na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas, porque vou para meu Pai" (João 14.12).

Havia "como um fogo ardente encerrado nos ossos" deste pregador,que era Jorge Whitefield. Ardia nele um zelo santo de ver todas as pessoaslibertas da escravidão do pecado. Durante um período de vinte e oito diasfez a incrível façanha de pregar a 10 mil pessoas diariamente. Sua voz seouvia perfeitamente a mais de um quilômetro de distância, apesar defraco de físico e de sofrer dos pulmões.Não havia prédio no qualcoubessem os auditórios e, nos países onde pregou, armava seu púlpitonos campos, fora das cidades. Whitefield merece o título de príncipe dos pregadores ao ar livre, porque pregava em média dez vezes por semana, eisso fez durante um período de trinta e quatro anos, em grande parte sobo teto construído por Deus -os céus.

O segredo de tais frutos na sua pregação era o seu amor para comDeus. Quando ainda muito novo, passava noites inteiras lendo a Bíblia,que muito amava. Depois de se converter, teve a primeira daquelasexperiências de sentir-se arrebatado, ficando a sua alma inteiramenteaberta, cheia, purificada, iluminada da glória e levada a sacrificar-se, inteiramente, ao seu Salvador. Desde então nunca mais foi indiferente emservir a Deus, mas regozijava-se no alvo de trabalhar de toda a sua alma, ede todas as suas forças, e de todo seu entendimento.

Carecemos deste amor para com Deus, o amor que nos constrange a passar noites orando, lendo a Bíblia nos entregando de corpo, alma e espírito ao Reino dos Céus. Devemos sentir o inconformismo das almas tragadas pelo mundo. 

Em seus sermões o poder da presença divina o acompanhava. Alcançou todas as classes, idades. A embriaguez era abandonada por aqueles que eram dominados por este vício. Os que tinham furtado foram constrangidos a fazer a restituição. Os vingativos pediam perdão. O culto doméstico era logo iniciado nos lares.

Quantas vidas para Jesus já alcançou este ano? Você tem vida de oração?

Se quisermos os mesmos frutos de ver milhares salvos, como JorgeWhitefield os teve, temos de seguir o seu exemplo de oração e dedicação.

Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto.(Isaías 55.6)

 

Texto: Mônica Vicente

Referência Bibliográfica: 

BOYER, Orlando, Heróis da Fé, Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 2002.

SÉRIE: GRANDES AVIVALISTAS: Christmas Evans: "O João Bunyan de Gales" (1766-1838)

Publicado: Domingo, 13 Outubro 2019 08:04

 

"Jacó chamou àquele lugar Peniel, pois disse: "Vi a Deus face a face e, todavia, minha vida foi poupada"."

Gênesis 32.30

Seus pais deram-lhe o nome de Christmas porque nasceu no dia de "Christmas" (Natal), em 1766. O povo deu-lhe a alcunha de "Pregador Caolho" porque era cego de um olho. Alguém assim se referiu a Christmas Evans: "Era o mais alto dos homens, de maior força física e o mais corpulento que jamais vi. Tinha um olho só; se há razão para dizer que era olho, pois mais propriamente pode-se dizer que era uma estrela luzente, brilhando como Vênus". 

Foi chamado, também, "O João Bunyan de Gales", porque era o pregador que, na história desse país, desfrutava mais do poder do Espírito Santo. Em todo o lugar onde pregava, havia grande número de conversões. Seu dom de pregar era tão extraordinário, que, com toda a facilidade, podia levar um auditório de 15 a 20 mil pessoas, de temperamento e sentimentos vários, a ouvi-lo com a mais profunda

atenção. Nas igrejas, não cabiam as multidões que iam ouvi-lo durante o dia; à noite, sempre pregava ao ar livre, sob o brilhar das estrelas. Durante a sua mocidade, viveu entregue à devassidão e à embriaguez. Numa luta, foi gravemente esfaqueado; outra vez foi tirado das águas como morto e, ainda doutra vez, caiu de uma árvore sobre uma faca. Nas contendas era sempre o campeão, até que, por fim, numa briga, seus companheiros cegaram-lhe um olho.

Foi salvo e separado para o ministério, porém seus sermões eram frios e sem frutos. Um dia entrou na mata onde derramou sua alma a Deus e como Jacó em Peniel , não saiu antes de receber sua benção. 

Veio o Avivamento do pregador em todos os lugares da ilha de Anglesey e em todo País de Gales.  O poder do Espírito Santo operava até o povo chorar e dançar de alegria. Um dos que assistiram ao seu famoso sermão sobre o Endemoninhado Gadareno ,conta como Evans retratou tão fielmente a cena do livramento do pobre endemoninhado, a admiração do povo ao vê-lo liberto, o gozo da esposa e dos filhos quando voltou a casa, curado, que o auditório rompeu em grande riso e choro.

A morte de Christmas Evans foi um dos eventos mais solenes em toda a história do principado de Gales. Houve choro e pranto no país inteiro.


Texto:
Mônica Vicente

 

Referência Bibliográfica: 

BOYER, Orlando, Heróis da Fé, Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 2002.

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