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Atos Dos Apóstolos - Parte VII

Publicado: Terça, 20 Fevereiro 2018 07:15

"E Saulo estava ali, consentindo na morte de Estêvão. Naquela ocasião desencadeou-se grande perseguição contra a igreja em Jerusalém. Todos, exceto os apóstolos, foram dispersos pelas regiões da Judéia e de Samaria." (Atos 8.1 - NVI*)

D. Rejeição: No término de seu discurso Estevão, ressalta a mudança de mentalidade das autoridades religiosas exortando-as:

a. Homens de Dura Cerviz (vs. 51) termologia usada a geração de israelitas que pereceu no Deserto a caminho do Egito, por não serem ensináveis, preferindo viver por suas próprias vontades (Ex. 33.3-5; 34.9, Dt. 9. 6 e 13) 12 . Sendo o oposto do predicado, coração quebrantado (Sl. 34.18, 51.17. At. 13.22) muito utilizada a Davi e por Davi em Salmos, que engrandece a qualidade de estar sempre pronto a mudar, arrepender e ser transformado13 . Desta forma, o Sinédrio não queira aprender com as revelações de Deus, como deixa claro desde o primeiro julgamento de Pedro e João no Sinédrio, quando reconhecem ato prodigioso de Deus, porém, mesmo assim, não o aceitam, ameaçando-os. (Atos 4. 14 - 21).

b. Incircuncisos de coração e ouvido: A circuncisão tinha o sentido de expurgar todo mal do homem, transformando o coração do homem, mediante a lei (Lv. 26.4; Jr. 9.26)14. No entanto, neste caso e a total falha desta prática, já que o Sinédrio ao invés preferirem o bem, a lei de Deus, preferem seus próprios interesses. Pois como Faraó, resistem a graça de Deus, pois aceita-la seria reconhecer o fim do Templo, e assim do sacerdócio, e também uma nova configuração da lei, e como tal, os discípulos de Jesus, como advogados desta. Levando a constituição do poder político religioso, dos Fariseus e Saduceus aos pedaços, como própria instituição do Sinédrio.

c. Resistindo ao Espírito Santo: Expressão especifica do capítulo 63 de Isaías, vs. 10, em que Estevão toma o tema-chave, que relata as misericórdias continuas de Deus para com seu povo, que mesmo desviando, os perdoa e os salva, mas apesar de tudo se rebelam contra Deus e vontade de seu Espírito, a figura do Sinédrio.15

d. Assassinos dos mensageiros de Deus: A acusação prossegue com uma referência a constante a rejeição da vontade de Deus, e assim expurgando seus mensageiros. Como nos tempos Elias, que só sobraram 400 (I Rs. 19.10), na exortação de Jeremias a Judá que rejeitava a lei de Deus e matava seus profetas (2 Cr. 36.16) e na narrativa de Neemias sobre o desvio do povo de Israel (Ne. 9.26)16. Assim, Estevão acusa, de como o povo de Israel rejeitou a vontade de Deus e matou seus mensageiros, assim os principais líderes fazem o mesmo17 .

Texto: Lucas Guimarães Vicente.

*Nova Versão Internacional.

Referências Bibliográficas:

12 G.K. Beale e D.A. Carson, op. cit. p.713.

13 Como no caso da exortação de Natã, que aponta diante da corte o adultério de Davi, e mesmo sendo Rei, acolheu a culpa e assumiu o pecado para mudar suas condutas. (2 Sm. 12. 1 – 14. No entanto, poderia ter considerado Natã um falso profeta, e mandado matar, como história de Israel e repleta.

14 G.K. Beale e D.A. Carson, op. cit. p.713.

15 Idem.

16 Idem.

17 TENNEY, p. 217.

Atos Dos Apóstolos - Parte VI

Publicado: Sábado, 17 Fevereiro 2018 07:30

"E Saulo estava ali, consentindo na morte de Estêvão. Naquela ocasião desencadeou-se grande perseguição contra a igreja em Jerusalém. Todos, exceto os apóstolos, foram dispersos pelas regiões da Judéia e de Samaria." (Atos 8.1 - NVI*)

B. Real Conceito da Lei: A lei inicia com a instauração da aliança de Abraão com Deus, mediante a circuncisão, que tinha como fundamento, o homem não se esquecer de cumprir a vontade de Deus e não a própria10. (vs.8). Contudo, Estevão cita-a, como mecanismo de refutação no término do discurso, pois advertirá o sinédrio como incircuncisos, ou seja, pessoas não dispostas a fazer o bem de Deus e preferindo o mal. E a revelação da lei (vs. 38 -43), contudo, que povo a abandonou para adorar falsos deuses que permitiam governar a si mesmos e seus próprios desejos. Perdendo o sentido da lei, que era volta-se ao governo de Deus.

C. Templo: A constituição do templo foi um instrumento didático da constituição da presença de Deus, haja vista, que o povo de Israel rejeitou falar diretamente com Deus. Por isso, não era algo definitivo, como Estevão ressalta, apontando sua formação (vs. 44, 47) e ressalvas, já que Deus não pode habitar em espaço humanos, sendo assim, verdadeiro templo de Deus, seria o homem, como desde o princípio Deus projetou. (48 - 50). Não havendo mais sentido do tempo, e muito menos como a finalidade da verdadeira religião tornando um espaço de idolatria e superstição11 .

Texto: Lucas Guimarães Vicente.

*Nova Versão Internacional.

Referências Bibliográficas:

10 G.K. Beale e D.A. Carson Org. São Paulo; Vida Nova, 2014. p.712.

11 WESLEY, op. cit. p. 303. GUNDRY, op. cit. p. 245.

Atos Dos Apóstolos - Parte IV

Publicado: Sábado, 10 Fevereiro 2018 07:17

"E Saulo estava ali, consentindo na morte de Estêvão. Naquela ocasião desencadeou-se grande perseguição contra a igreja em Jerusalém. Todos, exceto os apóstolos, foram dispersos pelas regiões da Judéia e de Samaria." (Atos 8.1 - NVI*)

INTRODUÇÃO:

O desenrolar do livro de Atos, após descrever a formação e o desenvolvimento da Igreja Primitiva em Jerusalém e na Judéia, entre 33 – 37 d.C., de Atos 1 ao 6, agora por meio da história de Estevão, procura justificar e apontar a expansão do evangelho. Pois, segue a ordem cronológica e geográfica, de Atos 1.8, “Jerusalém, Judéia, Samaria e até os confins da terra”. Sendo assim, após a morte de Estevão, e a perseguição da igreja em Jerusalém, a maior parte dos discípulos expandem, para Judeia, Samaria e Ásia (a maior parte, Fenícia, Antioquia, Chipre) (At.8.4,5; 11.19). A referência dos confins da terra, é ligado ao mundo gentio, greco-romano, Ásia e Europa1 . Nesta lição, explanaremos a defesa de Estevão no Sinédrio, apontando sua metodologia e fundamentos para entendermos o desenvolvimento teológico do cristianismo primitivo.

I. METODOLOGIA E FUNDAMENTOS

Estevão estabelece a revisão da histórica judaica, como centro de sua metodologia de defesa, pois mediante a ela poderia indicar a vontade de Deus. A prática comum nos tempos de Jesus, como Josefo, que utilizou para justificar a queda do templo. Como no Antigo Testamento, em que José, fez uma releitura de sua vida de escravidão no Egito, como um ato da providência de Deus, para que 17 anos depois pudesse socorrer sua família (Gn. 45.7-8). Moisés em Deuteronômio utiliza para enfatizar a importância de guardar a lei e gratidão ao Senhor (Dt. 6.20 – 24; 26.5 – 9). E Neemias para demonstrar a Misericórdia de Deus, pois mesmo com a constante rejeição do povo de Israel, Deus nunca tinha os abandonados2 . (Ne. 9.6 -32).

Texto: Lucas Guimarães Vicente.

*Nova Versão Internacional.

1 GUNDRY, Robert. Panorama do Novo Testamento. 4° Ed. São Paulo; Sociedade Religiosa Edições Vida Nova. 1987.p.244 e 246.

2 Comentários do uso do Antigo Testamento no Novo Testamento. G.K. Beale e D.A. Carson Org. São Paulo; Vida Nova, 2014. P. 696.

Perdendo Para Ganhar

Publicado: Domingo, 04 Fevereiro 2018 08:37

"Naquele momento os discípulos chegaram a Jesus e perguntaram: "Quem é o maior no Reino dos céus? " Chamando uma criança, colocou-a no meio deles, e disse: "Eu lhes asseguro que, a não ser que vocês se convertam e se tornem como crianças, jamais entrarão no Reino dos céus." (Mateus 18:1-3)

Jesus respondeu aos discípulos que estavam preocupados sobre quem era o maior no Reino dos Céus. Sua preocupação estava no fato da hierarquia, do status, do poder!

Quantos hoje estão nesta mesma dimensão? Afinal esta era a ideia que eles tinham de “maior”. Viviam sob o domínio do Império Romano, em que os maiores mandavam e os pequenos obedeciam. Estamos vivendo na mesma ótica, sob o domínio do ter, do poder, do status.

Jesus é radical em sua resposta. Chama uma criança, e diz que a porta do Reino dos Céus é estreita, e só estará aberta aqueles que se convertem, porque então se tornam crianças. A porta dos Céus não está aberta para aqueles que são independentes, para aqueles que queiram dirigir seu próprio barco, sabedores de todas as coisas, donos do seu próprio nariz.

É preciso perder! Somente aqueles que perderam tudo: o orgulho, a vaidade, o controle próprio, a autossuficiência, o desejo do poder, a glória humana, somente estes, entraram no Reino dos Céus, porque se tornaram como crianças.

"Pai Amado que nós possamos ser como crianças, completamente dependentes de Ti, do Teu amor que nos abraça a cada manhã. Ajuda-nos a crer em Ti. Oro no nome de Jesus."

Texto: Mônica Guimarães Vicente.

Atos Dos Apóstolos - Parte V

Publicado: Terça, 13 Fevereiro 2018 09:24

"E Saulo estava ali, consentindo na morte de Estêvão. Naquela ocasião desencadeou-se grande perseguição contra a igreja em Jerusalém. Todos, exceto os apóstolos, foram dispersos pelas regiões da Judéia e de Samaria." (Atos 8.1 - NVI*)

Já os fundamentos do seu discurso é ressaltar a vontade de Deus mediante a progressão da revelação 3 , como a contínua rejeição desta pelo povo judaico. O fundamento da progressão da revelação é a base da constituição do Novo Testamento4 . Permitindo assim, apontar Jesus como o perfeito cumpridor da lei, como tal, traz a completa prática dele, presente no sermão da montanha5 . Além de Paulo, indicar que na cruz os mistérios antes ocultos aos homens podem ser revelados, que é o ato de graça de Deus e a justificação. No entanto, em Cristo a progressão da revelação termina, por isso que os evangelhos apresentam o como servo sofredor que pagou o preço do pecado,enquanto apocalipse, como o Rei, que finalmente expurga todo o mal e traz a paz sem fim a todos.

II. DEFESA DE ESTEVÃO

Estevão estava se defendendo de duas acusações no Sinédrio: ser contra a existência do Templo e apresentar uma interpretação herética da Lei6 . Desta forma, procurava se defender demonstrando real sentido da vontade de Deus, pautado na progressão da revelação. Como Wesley aponta: “E de fato, a lei é mais antiga que o templo e a promessa mais que a lei, visto que o próprio Deus se revelou espontaneamente, como a Abraão, Isaque, Jacó [...]”7 . Para assim definir o significado real de lei e templo e por fim, como costumeiramente o povo de Israel rejeitava, voltando-se nos seus próprios interesses8 .

A. Revelação: Estevão aponta que a revelação é a base da construção da fé judaica, pois por meio dela:
a. Abraão foi chamado (vs. 2 e 3)
b. Anunciado a escravidão e salvação de Israel no Egito (vs. 6-7).
c. Aliança da circuncisão foi instaurada (vs.8)
d. A Lei e o Templo foram constituídos (vs. 38 e 44)9 .

Texto: Lucas Guimarães Vicente.

*Nova Versão Internacional.

Referências Bibliográficas:

3 Gundry conceitua como a natureza da progressão revelação divina, como Deus revela-se a Si mesmo em diferentes lugares e em grande variedade de modos. GUNDRY, op. cit. p. 245.

4 TENNEY, Merril C. Tempos do Novo Testamento. Rio de Janeiro, CPAD, 2010, p. 216.

5 Dicotomia bastante presente no livro de Hebreus, sempre situando a velha aliança como símbolo incompleto e imperfeito e a nova como verdadeiro e perfeito cumprimento.

6 Como J. Jeremias ensina somente os Escribas tem autoridade de revelar religiosamente e juridicamente a Lei, qualquer outra interpretação pode ser considera herética e ilegal. JEREMIAS, J. Jerusalém no Tempo de Jesus: Pesquisas de história econômico-social no período neotestamentário. São Paulo; Paulus.1983. 322 -323.

7 WESLEY, John. Notas Explicativas de John Wesley sobre o Novo Testamento: Evangelhos e Atos dos Apóstolos. Tomo I. Belo Horizonte; Filhos da Graça/Noah Edições, 2015. p. 303.

8 Idem.

9 Idem

Atos Dos Apóstolos - Parte III

Publicado: Terça, 06 Fevereiro 2018 06:04

III. A PERSEGUIÇÃO DE ESTEVÃO (VS. 10-14)

A armação para campanha difamadora de Estevão se fundamentou em abrir um processo jurídico religioso, levando para os principais do Sinédrio10, as seguintes acusações a: A. Testemunhas, no caso mais de duas, que apresentavam o relato do ensino religioso herético de Estevão. B. Em que seu ensino era contra existência do Templo e da interpretação da Lei11 . C. Estes temas foram articuladamente colocados, já que permitiria o apoio dos principais partidos religioso do Sinédrio, Fariseus e Escribas, guardiões da Lei, Saduceus e Sacerdotes, representantes do templo. E assim, a acusação aproveitaria, de qualquer, descuido ou confronto de Estevão em sua defesa para incitar uma condenação12 .

IV. VIRAM SEU ROSTO COMO SE FOSSE DE UM ANJO (VS.15)

A tal expressão remete ao caso de Moisés que também teve seu rosto iluminado, quando desceu com a Lei (Ex. 34.29-35), indicando que ele teria a mesma autoridade e o poder para interpreta-la e não o sinédrio. Pois como a ação sobrenatural em Moisés justificava ao povo de Israel, que ele tinha sido investido de autoridade e poder para transmitir a Lei, assim seria Estevão, para trazer a verdadeira e perfeita revelação da lei, mediante o ensino e o espírito de Cristo13 .

Texto: Lucas Guimarães Vicente.

10 Se quiser saber mais sobre a Liturgia Jurídica do Sinédrio lei meu artigo no link abaixo: http://www.mensagemdiaria.com.br/estudos/a-vida-di%C3%A1ria-no-tempo-de-jesus.html

11 Como J. Jeremias ensina somente os Escribas tem autoridade de revelar religiosamente e juridicamente a Lei, qualquer outra interpretação pode ser considera herética e ilegal. JEREMIAS, J. Jerusalém no Tempo de Jesus: Pesquisas de história econômico-social no período neotestamentário. São Paulo; Paulus.1983. 322 -323.

12 No entanto, o Sinédrio continha mecanismos para que as decisões não fossem tomadas por ira, pois caso ela fosse tomada de forma unânime, a sessão deveria ser fechada, retornada somente no outro dia, para que as decisões fossem tomadas de forma justa e não emotiva. Contudo, a liturgia da casa era administrada pelo Sumo Sacerdote, que presidia o Sinédrio. Que já tinha confrontado duas vezes com os Cristãos, e a segunda delas não foi mais duro por rejeição farisaica. No entanto, como acusação era feita por um dos grupos farisaicos, da escola Hilliel, possivelmente, o Sumo Sacerdote, tinha todo apoio necessário para poder ser mais duro. Assim, não usou a liturgia correta da sessão de Estevão. DANIEL – ROPS, Henri. A Vida Diária Nos Tempos de Jesus. 3ª ed. rev. São Paulo; Vida Nova, 2008. p. 191-196.

13 WESLEY op. cit. p. 304; Comentários do uso do Antigo Testamento no Novo Testamento. G.K. Beale e D.A. Carson Org. São Paulo; Vida Nova, 2014.

Atos Dos Apóstolos - Parte II

Publicado: Sábado, 03 Fevereiro 2018 08:23

"Estêvão, homem cheio da graça e do poder de Deus, realizava grandes maravilhas e sinais entre o povo. Contudo, levantou-se oposição dos membros da chamada Sinagoga dos Libertos, dos judeus de Cirene e de Alexandria, bem como das províncias da Cilícia e da Ásia. Esses homens começaram a discutir com Estêvão, mas não podiam resistir à sabedoria e ao Espírito com que ele falava. Então subornaram alguns homens para dizerem: "Ouvimos Estêvão falar palavras blasfemas contra Moisés e contra Deus". Com isso agitaram o povo, os líderes religiosos e os mestres da lei. E, prendendo Estêvão, levaram-no ao Sinédrio. Ali apresentaram falsas testemunhas que diziam: "Este homem não pára de falar contra este lugar santo e contra a lei. Pois o ouvimos dizer que esse Jesus, o Nazareno, destruirá este lugar e mudará os costumes que Moisés nos legou". Olhando para ele, todos os que estavam sentados no Sinédrio viram que o seu rosto parecia o rosto de um anjo." (Atos dos Apóstolos 6.8-15 - NVI*)

B. Poder: A palavra é usada 118 vezes no novo testamento, e no seu sentido geral, quer dizer capacidade inerente de Deus, para realizar algo proveitoso físico, espiritual, político e intelectual. Além de estar ligada exousia (autoridade), sendo assim, não age independentemente, mas segundo aquele que o designou, ou conferiu autoridade. No sentido específico do capítulo 6 de Atos refere-se ao poder de Deus, celestial, milagroso que leva a salvação, no caso de Estevão este poder era revelado pela sua pregação, por isso, ninguém podia resisti-lo. Tal referencia era somente comum no livro de Atos, aos Apóstolos3 .

II. SINAGOGA DOS LIBERTOS, CIRINEUS, ALEXANDRINOS, CILICIA E ÁSIA (VS. 9).

Segundo a Talmud de Jerusalém, no primeiro século havia por volta de 480 sinagogas 4 , qual segundo Wesley era a Sinagoga que Saulo participava, já que era composto por judeus de sua região geográfica, Tarso (região da Cilicia), e possivelmente de discípulos de Gamaliel, possibilitando que o mesmo a presidisse5 . Tornando-a, uma das mais respeitadas em Jerusalém, daí a ênfase de Lucas citá-la especificamente, já que nos escritos do novo testamento era comum a generalização de: sinagogas, escribas, fariseus6 .

Este confronto deve ter ocorrido, por Estevão ser um judeu helênico 7 , que possivelmente se converteu na festa de pentecostes8 , na pregação de Pedro (Atos 2), e assim partiu para evangelizar os judeus helênicos, espaço de religioso da “Sinagoga dos Libertos, Cirineus, Alexandrinos, Cilicia e Ásia”. Neste confronto, possivelmente Estevão foi chamado a discutir com os principais da Sinagoga, e conseguiu sobressair, (Já vimos porque, no item anterior), devido a isso, os principais da sinagoga para não sair desprestigiados voltaram a uma campanha difamadora de Estevão9 .

Texto: Lucas Guimarães Vicente.

4 Idem, nota de rodapé 6.9.

5 WESLEY, John. Notas Explicativas de John Wesley sobre o Novo Testamento: Evangelhos e Atos dos Apóstolos. Tomo I. Belo Horizonte; Filhos da Graça/Noah Edições, 2015. p.303.

6 Uma vez que havia diversos grupos de Escribas, Fariseus e Sinagogas. Como por exemplo as escolas escribas de Hiliel e de Shamai, que tinham uma visão distinta da Lei, mas no novo testamento, não há uma diferenciação.

7 Em Atos 6.5, apresenta a lista dos diáconos todos com nomes de origem grega, sendo assim, judeus dispersos no mundo greco-Romano, convertido ao Cristianismo, que agora moravam em Jerusalém. Eram numerosos, pois em Atos 6.1, Lucas faz uma clara divisão da Igreja entre Judeu nativos e de fora, os helênicos (de fala grega).

8 Pentecostes (também referida como festa da colheita, primícias e das semanas), era uma das três grandes festas que havia peregrinação do povo Judeu para Jerusalém, tanto da Palestina, como do mundo grecoromano (Ex 23.16, Lv.23.15-22, Dt. 16.9-12). Contudo era menor das três, por se comemorada em apenas um dia, não ter tanta centralidade na lei judaica, era um complemento da Pascoa, por isso, era sempre 7 semanas dela, e se celebrava a lei, havia tradição de ser o dia que Moisés tinha recebido os mandamentos de Deus. AVRIL, Anne-Catherine. As Festas Judaicas. São Paulo; Paulus, 1997. p. 50, 54 e 61,

9 TENNEY, Merril C. Tempos do Novo Testamento. Rio de Janeiro, CPAD, 2010, p. 216.

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