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SÉRIE GRANDES AVIVALISTAS: Henrique Martyn: "Luz inteiramente gasta por Deus" (1781-1812)

Publicado: Segunda, 14 Outubro 2019 00:00

"Tenho posto vigias sobre os teus muros, ó Jerusalém; eles não se calarão jamais em todo o dia nem em toda a noite: não descanseis vós os que fazeis lembrar do SENHOR, e não lhe deis a Ele descanso, até que estabeleça, e até que ponha a Jerusalém por objeto de louvor na terra!"

(Isaías 62.6).

 

Ajoelhado na praia da Índia, Henrique Martyn derramava a alma perante o Mestre e orava: "Amado Senhor, eu também andava no país longínquo; minha vida ardia no pecado... desejaste que eu me tornasse, não mais um tição para espalhar a destruição, mas uma tocha brilhando por ti. Eis-me aqui nas trevas mais densas, selvagens e opressivas do paganismo. Agora, Senhor, quero arder até me consumir inteiramente por ti!"

O desejo de levar a mensagem de salvação aos povos que não conheciam a Cristo, tornou-se como um fogo inextinguível na sua alma pela leitura da biografia de David Brainerd.. Henrique Martyn reconhecia que, como foram poucos os anos da obra de  Brainerd, havia também para ele pouco tempo, e se acendeu nele a mesma paixão de gastar-se, inteiramente por Cristo, no breve espaço de tempo que lhe restava, pois como seu pai e irmãos era tuberculoso.

A chegada de Henrique Martyn à Índia, no mês de abril de 1806, foi também em resposta à oração de outros. 

Para alcançar esse alvo, de dar as Escrituras aos povos da Índia e da Pérsia, Martyn aplicou-se à obra de tradução de dia e de noite, até mesmo quando descansava e quando em viagem. Não diminuía a sua marcha quando o termômetro registrava o intenso calor de 70" nem quando sofria da febre intermitente, nem com o avanço da peste branca que ardia no seu peito. Além de pregar, conseguiu traduzir porções das Sagradas Escrituras para as línguas de uma quarta parte de todos os habitantes do mundo. O Novo Testamento em hindu, hindustão e persa e os Evangelhos em judaico-persa são apenas uma parte das suas obras.

Quatro anos depois da sua morte, nasceu Fidélia Fiske, no sossego da Nova Inglaterra. Quando ainda aluna na escola, leu a biografia de Henrique Martyn. Andou quarenta e cinco quilômetros de noite, sob violenta tempestade de neve, para pedir à sua mãe que a deixasse ir pregar o Evangelho às mulheres da Pérsia. Ao chegar à Pérsia reuniu muitas mulheres e lhes contou o amor de Jesus, até que o avivamento em Oroomiah se tornou em outro Pentecoste.

Se Henrique Martyn, que entregou tudo para o serviço do Rei dos reis, pudesse visitar a Índia, e a Pérsia, hoje, quão grande seria a obra que encontraria, obra feita por tão grande número de fiéis filhos de Deus nos quais ardeu o mesmo fogo pela leitura da biografia desse pioneiro.


Texto: Mônica Vicente

Referência Bibliográfica: 

BOYER, Orlando, Heróis da Fé, Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 2002.

SÉRIE: GRANDES AVIVALISTAS: Christmas Evans: "O João Bunyan de Gales" (1766-1838)

Publicado: Domingo, 13 Outubro 2019 08:04

 

"Jacó chamou àquele lugar Peniel, pois disse: "Vi a Deus face a face e, todavia, minha vida foi poupada"."

Gênesis 32.30

Seus pais deram-lhe o nome de Christmas porque nasceu no dia de "Christmas" (Natal), em 1766. O povo deu-lhe a alcunha de "Pregador Caolho" porque era cego de um olho. Alguém assim se referiu a Christmas Evans: "Era o mais alto dos homens, de maior força física e o mais corpulento que jamais vi. Tinha um olho só; se há razão para dizer que era olho, pois mais propriamente pode-se dizer que era uma estrela luzente, brilhando como Vênus". 

Foi chamado, também, "O João Bunyan de Gales", porque era o pregador que, na história desse país, desfrutava mais do poder do Espírito Santo. Em todo o lugar onde pregava, havia grande número de conversões. Seu dom de pregar era tão extraordinário, que, com toda a facilidade, podia levar um auditório de 15 a 20 mil pessoas, de temperamento e sentimentos vários, a ouvi-lo com a mais profunda

atenção. Nas igrejas, não cabiam as multidões que iam ouvi-lo durante o dia; à noite, sempre pregava ao ar livre, sob o brilhar das estrelas. Durante a sua mocidade, viveu entregue à devassidão e à embriaguez. Numa luta, foi gravemente esfaqueado; outra vez foi tirado das águas como morto e, ainda doutra vez, caiu de uma árvore sobre uma faca. Nas contendas era sempre o campeão, até que, por fim, numa briga, seus companheiros cegaram-lhe um olho.

Foi salvo e separado para o ministério, porém seus sermões eram frios e sem frutos. Um dia entrou na mata onde derramou sua alma a Deus e como Jacó em Peniel , não saiu antes de receber sua benção. 

Veio o Avivamento do pregador em todos os lugares da ilha de Anglesey e em todo País de Gales.  O poder do Espírito Santo operava até o povo chorar e dançar de alegria. Um dos que assistiram ao seu famoso sermão sobre o Endemoninhado Gadareno ,conta como Evans retratou tão fielmente a cena do livramento do pobre endemoninhado, a admiração do povo ao vê-lo liberto, o gozo da esposa e dos filhos quando voltou a casa, curado, que o auditório rompeu em grande riso e choro.

A morte de Christmas Evans foi um dos eventos mais solenes em toda a história do principado de Gales. Houve choro e pranto no país inteiro.


Texto:
Mônica Vicente

 

Referência Bibliográfica: 

BOYER, Orlando, Heróis da Fé, Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 2002.

Guilherme Carey: O Pai das missões Modernas (1761-1834)

Publicado: Terça, 08 Outubro 2019 00:00

"E disse-lhes: “Vão pelo mundo todo e preguem o evangelho a todas as pessoas." (Marcos 16.15, NVI).

 

Diz-se de Guilherme Carey, fundador das missões atuais, não era dotado de inteligência superior e nem de qualquer dom que deslumbrasse os homens. Entretanto, foi essa característica de persistir, com espírito indômito até completar tudo que iniciara que fez o segredo maravilhoso em sua vida.

Apesar de a Primeira Sociedade Missionária ter sido resultado da persistência e esforços de Carey, ele mesmo não tomou parte na sua formação.

Quando Deus o chamava para iniciar qualquer tarefa, permanecia dia, após dia, mês após mês, ano após ano, até acabá-la. Deixou o Senhor utilizar de sua vida num período de 41 anos na Índia, mas também de executar a façanha, por incrível que pareça, de traduzir as Sagradas Escrituras em mais de trinta línguas. 

Quando Guilherme Carey chegou a Índia, os ingleses negaram-lhe permissão para desembarcar. Ao morrer, porém, o governo mandou içar as bandeiras a meia haste em honra de um herói que fizera muito mais pela Índia do que todos generais britânicos. 

Calcula-se que tenha traduzido a Bíblia para a terça parte dos habitantes do mundo.

Texto: Mônica Vicente

Jônatas Edwards: O Grande Avivalista (1703-1758)

Publicado: Domingo, 06 Outubro 2019 00:00

"Ame o Senhor, o seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma, de todo o seu entendimento e de todas as suas forças’." (Marcos 12.30, NVI)

Há dois séculos o mundo fala do famoso sermão “Pecadores nas mãos de um Deus irado” e dos ouvintes que se agarravam aos bancos pensando que iam cair no fogo eterno. 

Sua vida é um exemplo destacado de consagração ao Senhor sem qualquer interesse próprio, amava a Deus não somente de coração, mas de alma e entendimento. Em 1740, começou na Nova Inglaterra um dos maiores avivamentos dos tempos modernos. Começou com os sermões célebres de Edwards, mas com forte convicção deste que há uma obra direta que o Espírito Santo faz na alma humana, sim a obra do espírito Santo nos corações dos mortos espiritualmente. Dentro de uma época de maior decadência foram arrebatadas de 30 a 50 mil almas do inferno durante um período de dois a três anos.

Texto: Mônica Vicente.

GRANDES AVIVALISTAS: Davi Brainerd: Um arauto aos peles-vermelhas (1718-1747)

Publicado: Sábado, 12 Outubro 2019 08:42

“Então ouvi a voz do Senhor, conclamando: "Quem enviarei? Quem irá por nós?" E eu respondi: Eis-me aqui. Envia-me!” Isaias 6.8

Certo jovem, franzino de corpo, mas tendo na alma o fogo do amor aceso por Deus, encontrou-se na floresta, para ele desconhecida. Era tarde e o sol já declinava até quase desaparecer no horizonte, quando o viajante, enfadado da longa viagem, avistou a fumaça das fogueiras dos índios "peles-vermelhas". Depois de apear e amarrar seu cavalo, deitou-se no chão para passar a noite, agonizando em oração. Sem ele o saber, alguns dos silvícolas o haviam seguido silenciosamente, como serpentes, durante a tarde. Agora estacionavam atrás dos troncos das árvores para contemplar a cena misteriosa de um vulto de cara pálida, sozinho, prostrado no chão, clamando a Deus.

Os guerreiros da vila resolveram matá-lo, sem demora, pois, os brancos davam uma aguardente aos peles-vermelhas, para, enquanto bêbados, levar-lhes as cestas e as peles de animais, e roubar-lhes as terras. No dia seguinte, o moço, não sabendo o que acontecera em redor, enquanto orava no ermo, foi recebido na vila de uma maneira não esperada. No espaço aberto entre as "wigwams" (barracas de peles) os índios o cercaram e o moço, com o amor de Deus ardendo na alma, leu o capítulo 53 de Isaías. 

Enquanto pregava, Deus respondeu a sua oração da noite anterior e os silvícolas ouviram o sermão, com lágrimas nos olhos.

David Brainner realizou uma grande obra entre as diversas tribos de índios, nas profundezas das florestas. Dedicou inteiramente sua vida a salvação dos índios. Morreu muito jovem, com a idade de vinte e nove anos (sua vida fora gasta inteiramente no serviço de amor intenso aos silvícolas da América do Norte).

Sua biografia escrita por Jônatas Edwards e revisada por John Wesley inspirou homens como Guilherme Carey a consagrar sua própria vida a Cristo.

 

Texto: Mônica Vicente

Referência Bibliográfica: 

BOYER, Orlando, Heróis da Fé, Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 2002.

John Wesley: A Tocha tirada do Fogo (1703-1791)

Publicado: Segunda, 07 Outubro 2019 00:00

"5 Respondeu Jesus: “Digo-lhe a verdade: Ninguém pode entrar no Reino de Deus, se não nascer da água e do Espírito. O que nasce da carne é carne, mas o que nasce do Espírito é espírito. Não se surpreenda pelo fato de eu ter dito: É necessário que vocês nasçam de novo. O vento sopra onde quer. Você o escuta, mas não pode dizer de onde vem nem para onde vai. Assim acontece com todos os nascidos do Espírito”."  (João 3.5–8, NVI)

 

Percursor do Movimento Metodista foi um dos maiores avivalistas da Grã-Bretanha.

No dia 24 de maio de 1738, numa pequena reunião, ouvindo a leitura de um antigo comentário escrito pelo reformador Martinho Lutero sobre a Carta aos Romanos, que João Wesley sentiu seu coração aquecer-se de modo sublime, por haver compreendido perfeitamente a essência do Evangelho de Cristo, renunciando toda confiança em suas próprias obras e passando a confiar inteiramente no Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.

Tal experiência produziu uma verdadeira revolução e mudou sua perspectiva do Evangelho e da missão da Igreja. Wesley tornou-se um pregador fervoroso e incansável da justificação pela fé na cruz de Cristo e do poder do Espírito Santo para transformação e santificação de indivíduos e comunidades inteiras.

Nos 50 anos que se seguiram, ele pregou uma média de três sermões por dia; a maior parte deles ao ar livre. Milhares se converteram e passaram a trilhar o caminho da santidade. Um avivamento se deu de modo a afetar positivamente toda a sociedade, produzindo a abolição dos escravos, reformas educacionais, reformas no sistema prisional, reformas nas questões trabalhistas, de modo que historiadores chegam a atribuir ao movimento metodista o mérito da Inglaterra não ter padecido os horrores de uma revolução sangrenta como a que aconteceu na França.

Texto: Mônica Vicente

SEM MEDO DE FALAR!

Publicado: Terça, 01 Outubro 2019 09:28

“Pois não podemos deixar de falar do que vimos e ouvimos" (Atos 4.20)

 

     O Novo Testamento contém vários relatos de como os cristãos eram perseguidos por causa da fé em Jesus. Porém não deixavam de falar sobre Ele.

   Estes relatos deveriam nos inquietar porque vivemos em um país onde não há perseguição religiosa. Se você pensa que somente no I século os cristãos eram mortos por causa da fé em Jesus Cristo acesse o site www.portasabertas , você ficará surpreso ao se deparar com países em que há uma forte perseguição religiosa onde os cristãos são torturados e mortos.

  Vivemos num país onde há liberdade religiosa, mesmo assim, quantas vezes ousamos falar de Jesus? Muitas vezes o medo, a vergonha, de ser visto de maneira diferente nos impede de assumir a posição de filhos de Deus.

     Certo é que, quando ouvimos, conquistamos ou presenciamos alguma novidade, não conseguimos ficar calados, e participamos a todos deste fato imediatamente.

Por que não somos assim em relação a Jesus Cristo?

Reflita: Quantas maravilhas Jesus já fez na sua vida? Quantas maravilhas Deus nos anuncia através da Sua Palavra?

   Estevão não se intimidou e proclamou sua fé em Jesus Cristo quando estava perante o Tribunal e prestes a ser apedrejado e morto. (Atos 7.51-60)

   Quando decidimos contar sobre Jesus, o Espírito Santo nos dá a coragem e a certeza que Deus está conosco!

O que pode impedir você de anunciar a Jesus Cristo à outras pessoas?

Oração: Pai Amado, recebo de Ti espírito de intrepidez e coragem para anunciar o verdadeiro caminho da vida Jesus Cristo. Não deixando de falar tudo que leio, ouço e experimento em Ti. Oro no nome de Jesus.

Texto: Mônica Vicente

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