“Festejando-se, porém, o dia natalício de Herodes, a filha de Herodias dançou no meio dos convivas, e agradou a Herodes, pelo que este prometeu com juramento dar-lhe tudo o que pedisse. E instigada por sua mãe, disse ela: Dá-me aqui num prato a cabeça de João, o Batista. Entristeceu-se, então, o rei; mas, por causa do juramento, e dos que estavam à mesa com ele, ordenou que se lhe desse” (Mateus 14.6-9).

A sociedade contemporânea vive segundo sua imagem e como criar esta imagem, seja com poder, com dinheiro e com fama. Formando-se pela tal, contudo o individuo se torna refém desta imagem.  Refém de um grupo, de amigos, de uma tribo social, seja de metal, pagode, seja comunista, ou seja, neoliberalista. O homem está aprisionado em sua imagem.

Assim como a passagem retratada acima, Herodes Antipas, filho de Herodes O Grande, um dos Tetrarcas da Palestina, ou seja, um dos quatro governadores estabelecidos na Palestina. Era um homem poderoso, um homem rico, cheio de servos e servas, mas um homem vazio. Isso fez sair de seu belo palácio, e ir até o deserto a procura de um homem, João Batista.

Procurava completar sua alma, qual sua imagem e suas riquezas não poderiam, mas para isso era necessário, uma mudança.

Por isso João Batista ao vê-lo procurando ser batizado, diz para Antipas ter o verdadeiro fruto de arrependimento. Uma vez que ele traíra e depois se casará com Herodias, esposa de seu meio irmão, Herodes Filipe.  Por esta afirmação, João Batista é preso e encarcerado.

Contudo Herodes Antipas não queria julga-lo, pois a prisão naquela época era utilizada apenas para reter uma pessoa até seu julgamento. Por isso João fica preso por um ano. Neste tempo Herodes Antipas vinha ouvi-lo e gostava de ouvi-lo.

Antipas gostaria de mudar, de viver cada palavra de João Batista, mas seu orgulho, sua aparência, seu poder e suas riquezas não permitiam.

Por isso quando Salomé filha de Herodias dançou para Antipas em seu aniversário, o seduz, para tê-la. Antipas oferece qualquer coisa a ela, esta pede a cabeça de João Batista. Ele vê novamente o erro que caiu, gostaria e desejaria voltar atrás, mas como havia jurado perante todos, seu orgulho e sua imagem estavam em risco, então ordena a morte de João Batista.

Muitas vezes nos encontramos como Antipas, não mudamos o que somos pela nossa imagem, pelos nossos círculos sociais e pelo que as pessoas esperam que nós sejamos. Enquanto isso morremos lentamente debaixo de nossas máscaras assim como  Antipas.

Contudo Cristo nos chama hoje, para vencermos este orgulho e mudar nossa vida.

Ore: “Senhor ajuda-me a vencer o meu orgulho e minha imagem. Não quero mais viver uma mentira, mas sim Suas palavras todos os dias, em nome de Jesus, amém”.

Texto: Lucas Vicente.