A atualidade cristã protestante das igrejas brasileiras tem se esforçado para responder às demandas da sociedade, e o que temos visto são pais estressados que vão aos cultos e querem ter um momento de paz. Assim, entregam seus filhos para uma “creche espiritual” que são os locais chamados de “cultinho infantil”, onde as crianças têm um espaço de “entretenimento”, em que homens e mulheres se esforçam para mantê-las quietas.

Ao mesmo tempo, não se pode desmerecer o trabalho e a seriedade com que muitas pessoas e igrejas estão desempenhando em seus ministérios para um crescimento saudável espiritual para as crianças que lhes são confiadas. Entretanto, é preciso repensar este conceito, no qual nossos filhos e filhas estão inseridos e onde são ensinados.

A dificuldade está verdadeiramente no sossego que os pais e os adultos querem ter ao entregarem seus filhos durante as poucas horas semanais que as famílias estão passando na igreja?
Será que o problema está mesmo em querer ter paz nesses breves momentos destinados para adoração e reflexão, a mais ininterrupta possível, de uma celebração cúltica?
Ou o agravo está na maneira que a educação acontece em casa, ou na atitude como é pensada e preparada a prédica pastoral e a liturgia cúltica para e pelas famílias, e especialmente às crianças?

Texto: Vivian Cristina Thomazinho Vicente. (Trabalho de Conclusão de Curso Bacharel Teologia)