“Responderam: De César. Então, lhes disse: Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”. (Mateus 22.21 - ARA)

“ [...] Ao entrar Pedro em casa, Jesus se lhe antecipou, dizendo: Simão, que te parece? De quem cobram os reis da terra impostos ou tributo: dos seus filhos ou dos estranhos? Respondendo Pedro: Dos estranhos, Jesus lhe disse: Logo, estão isentos os filhos.  Mas, para que não os escandalizemos, vai ao mar, lança o anzol, e o primeiro peixe que fisgar, tira-o; e, abrindo-lhe a boca, acharás um estáter. Toma-o e entrega-lhes por mim e por ti”. ( Mateus 17. 25 - 27 - ARA)

A vida cristã não é dividida como alguns acham entre sagrado e secular, onde no secular você deve agir conforme o mercado e no sagrado conforme a palavra de Deus. No  modelo de Reino de Deus de Jesus Cristo, pois o reino abrange todas as facetas da vida individual.

Sendo assim o Reino não é um Estado como achavam os saduceus e fariseus, nem só a igreja, como acreditam alguns, o Reino está vinculado no próprio homem, como Cristo fala na passagem de Lucas.

“Nem dirão: Ei-lo aqui! Ou: Lá está! Porque o reino de Deus está dentro de vós”. (Lucas 17.21 – ARA).

Então o Reino está vinculado em todas as áreas do homem, desde do trabalho ao lazer, desde da vida ministerial a vida social, ela abrange tudo.  Portanto nossas vocações não estão reunidas apenas na vida ministerial, quando um pastor pratica sua vocação ele louva a Deus, assim como o médico, advogado e professor, pois, cada um cumpriu sua vocação.

Uma vez que todos praticaram os valores do Reino, assim trazem para dentro de nossa sociedade o Reino de Deus.

O reino é construído neste mundo material por nossas práticas que o retrate, por isso quando Cristo ao ser indagado se deveria pagar imposto, por duas vezes ele responde que sim. Mesmo que fosse abusivo e errôneo, como era, já que no tempo de Jesus haviam diversos impostos, como o de César, como do Templo e a décima parte de todos os produtos que produzissem e as ofertas. Mas o que importa para Cristo são as práticas.

Quando pagamos os impostos não quer dizer que estamos concordando com isso, mas estamos reconhecendo duas coisas: a primeira que devemos expressar o Reino de Deus com nossas atitudes dando o exemplo e respeitando as leis dos homens. E segundo reconhecendo que em Deus  temos o nosso sustento e a nossa esperança  de mudança deste mundo tenebroso, e não em nossas forças ou saídas ludibriosas.

Assim entendemos que devemos dar a César o que de é César e a Deus o que é de Deus, não num sentido de dois mundos, secular e o sagrado, mas que somos farol e luz tanto no que damos para César como no que damos para Deus, somos o mesmo, não há variação de mudança, e não há espaços para sombras, mas só para luz.

Texto: Lucas Guimarães Vicente.

*Almeida Revista e Atualizada.