A graça preveniente se manifestou exteriormente claramente em três dimensões da história, a criação, no perdão de Deus ao Homem, no envio de Cristo e na regeneração do homem, mediante a ação do Espírito Santo. Devido a isso, Wesley e como Paulo, (Rm 2.14 – 15) acreditam na existência de uma consciência natural do homem: “Quer [a  consciência] seja natural ou acompanhada pela graça de Deus, ela é encontrada, pelo menos até certo ponto, em todos os filhos dos homens [...] não apenas em todo cristão, mas, em todos os momentos, todos os pagãos, até mesmo o mais vil dos selvagens”[1]. Uma vez que, observamos um traço em sua cultura, pelos preceitos das leis, que revogam parcialmente a moral mosaica[2].  

Outro exemplo claro da Graça preveniente é aquilo que Wesley afirma “Todo mundo tem [...] bons desejos, embora a maioria ao sufoque antes que possa lançar as raízes profundas ou produzir frutos consideráveis”[3].

Já que Tiago afirma: “Toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há oscilação como se vê nas nuvens inconstantes”. (Tiago 1.17). Como o exemplo da Bíblia do Centurião e de Cornélio e até o discurso de Jesus, dos não hebreus que foram curados em Nazaré. (Lc. 4.23 – 27). Demonstrando que o bem é realizado em conjunto com a ação humana, não só de Deus, mas ela vem de Deus.  

Por isso, que Wesley afirma “[...] Muito menos tirou sua liberdade, teu poder de escolher o bem ou mal, ele não te forçou mas, assistido pela sua graça, tu assim, como Maria, escolhestes a melhor parte. (Lc 10. 41 e 42). Wesley empenhado em perseverar tanto a liberdade divina, quanto humana no processo de Graça preveniente exemplificar este processo:

“[...] Deus vem ao seu encontro talvez por um sermão, ou uma conversa que desperta, talvez uma terrível providência; ou pode ser por meio de um toque imediato do seu Espírito esclarecedor, absolutamente sem nenhum meio externo”[4].

Texto: Lucas Guimarães Vicente. 

[1] Sermão 129. Heavenly treasure in earthen vessels. 4:163.

[2] RUYNAN, Theodore. op. cit. p. 50.

[3] Sermão. Sobre a realização da nossa própria salvação. 1: 511 – 513.

[4] Sermão 16. Meios de Graça.1: 339.