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Remir O Tempo - Parte Final

Publicado: Terça, 02 Janeiro 2018 09:14

“15 ​Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, e sim como sábios, 16 ​remindo o tempo, porque os dias são maus”. (Ef. 5.15 e 16)

Desta forma, remir o tempo é quando entendemos nosso sentido, damos significância, valor a nossa existência, como professores que aprendem a admirar a formação dos seus alunos, pois são nestes momentos que identificam a beleza de ensinar. Porque neste instante, que é possível ver nascer nos semblantes dos alunos, o brilho como de belos diamantes, a claridade de sua realidade, de sua verdade e sentido, se formando. A cada instante que passa mais eles são lapidados, maior é o seu brilho, contudo, a lapidação é dolorosa, continua e resiliente, porém o seu conforto é o seu fruto.

Como do Herói Ulisses, que após vivenciar a maior batalha da antiguidade, a de Tróia, ainda teve que passar 10 anos em busca de voltar para casa, vencendo os desejos com Calipso, os mares tumultuosos de Poseidon, os encantamentos fantasiosos de uma bruxa e até os adversários em sua própria casa. Tudo porque sabia que era, qual era seu propósito.

Porém maior heroísmo não está contido numa epopeia clássica, todavia na construção da nossa própria história, este é verdadeiro ato heroico, para isso precisamos lembrar quem realmente somos, quem realmente gostaríamos de ser. Assim podemos escrever nossa história, um conto que nenhuma cantiga ou história da antiguidade a modernidade poderá expressar maior virtude.

Pois a vida, como descreve muito bem Shakespeare na obra Otelo, tem seus diversos “Iagos”, que tentam envenenar nossos caminhos, de tal forma, que podemos acordar com as mãos dos destroços de nossas  “Desdêmonas”, ou do nosso sonho.

Por isso, é necessário todos os dias, acordar e despertar, e dar valor ao nosso tempo, anotando em nossos coração o sentido de nossa alma,  e assim não perdendo nosso propósito, não esquecendo quem realmente somos, para não acordarem numa tarde de domingo, ao término de uma noite de verão, se reconhecer nossos próprios corações. 

“Tempo voraz, corta as garras do leão, E faze a terra devorar sua doce prole; Arranca os dentes afiados da feroz mandíbula do tigre, E queima a eterna fênix em seu sangue;Faze aquilo que quiseres, Tempo fugaz” (Soneto XIX)

Texto: Lucas Guimarães Vicente.

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