"Jonas entrou na cidade, andou um dia inteiro e então começou a anunciar: — Dentro de quarenta dias, Nínive será destruída! Então os moradores de Nínive creram em Deus e resolveram que cada um devia jejuar. E todos, desde os mais importantes até os mais humildes, vestiram roupa feita de pano grosseiro a fim de mostrar que estavam arrependidos." (Jn 3.3-5, NTHL, grifo nosso)           

Violência. Todos os dias, em programas policiais, que passam na televisão, principalmente no final da tarde dos dias de semana, como o programa do Datena na Rede Bandeirantes, relatam as maldades cometidas por uma sociedade violenta como a nossa. Agora pense uma sociedade absurdamente mais violenta. Na qual decapitações de: cabeças, mãos, braços, pés, pernas, narizes, orelhas; sejam propaganda política do governo. Que esquartejamento, esfolamento, empalamento sejam o ponto forte da campanha de terror deste mesmo governo.

A cidade de Nínive, era a capital do Império da Assíria. Era um povo simples, mas de uma cultura extremamente violenta. Eles estavam na frente dos outros povos da época na fabricação de armas e manuseio dos metais. Tinham uma cultura de guerra na qual se baseava o governo, pelo poder e terror impostos as outras nações. Destruição das cidades e suas plantações, e ainda o sistema de cativeiro terrorista da população inimiga, podendo até furar os olhos de alguns dos escravos, ou mesmo decapitá-los, para que não houvesse nenhuma rebelião.

O Império Assírio chegou a estender o seu domínio por toda região da Palestina, Egito, Síria, abrangendo as regiões dos rios Eufrates, Tigre e Nilo; do Golfo Pérsico, do Mar Mediterrâneo, até o Mar Morto. Leia o livro do profeta Jonas. E veja que o profeta não quis ir até a capital deste violento Império Assírio, a cidade de Nínive. Não é de se estranhar, por tamanha maldade que eles faziam com seus opositores (Jn 1.8; 3.8). Quem não teria medo de pregar contra eles?

Assim como João 3.16, no Novo Testamento, que relata o amor de Deus por todo o mundo, o livro de Jonas no Antigo Testamento, demonstra o amor de Deus por todos os povos. Os hebreus, como era o profeta Jonas (Jn 1.8), queriam que o Senhor fosse apenas para eles. Mas Deus ama todo o mundo. Porém, o Senhor detesta, abomina a violência. E a maldade da cidade de Nínive havia chegado até Deus (Jn 1.2). Deus iria destruir a cidade. Seria algo radical da parte do Senhor.

Radical significa algo ligado a raiz. A raiz, a essência de Deus é a justiça. Mas também é o amor. A justiça pediu o fim da violência de Nínive, porque eles eram radicalmente violentos. O amor de Deus enviou Jonas para pregar a mudança daquelas cento e vinte mil pessoas (Jn 4.11). Deus disse que em quarenta dias iria destruir a cidade. E a cidade se arrependeu. Se humilhou. Tomou uma atitude radical de abandonar a sua cultura violenta. Até os animais jejuaram. O rei determinou o jejum (Jn 3.5-6). E a mudança veio externamente e interiormente. Deus então não destrói Nínive naquele momento, porque uma atitude radical de mudança do mal, trouxe uma mudança radical da parte de Deus da condenação do povo, dos animais e de toda a cidade.

Precisamos mudar radicalmente, se esperamos mudanças radicais. Veja em Jn 3.5-10, que as atitudes radicais do povo para a mudança da condenação divina. Jejum, quebrantamento, alto clamor em oração, conversão, resulta em uma mudança radical.

Ore: Senhor Jesus quero ter um coração quebrantado, humilde e sempre disposto a fazer a sua vontade e mudar a minha, me ensine e me ajude. Em Nome de Jesus, Amém!

Texto: Thiago G. Vicente

*Tradução: Nova Tradução Linguagem de Hoje