Porque o Filho do homem veio salvar o que se tinha perdido. Que vos parece? Se algum homem tiver cem ovelhas, e uma delas se desgarrar, não irá pelos montes, deixando as noventa e nove, em busca da que se desgarrou? E, se porventura achá-la, em verdade vos digo que maior prazer tem por aquela do que pelas noventa e nove que se não desgarraram. (Mateus 18. 11-13 - ACF*)

Olhar perdido sobre vida nos relata o cotidiano de sua alma, predizendo:

Nesta imensidão do dia ouvimos muitos falarem de Deus e do homem, suas palavras jorram a condenação e julgamento, suas palavras procuram nos enclausurar num abismo da reprovação.

Ao mesmo tempo nosso circuito da vida desmorona, aquilo que outrora era fundamento agora se torna areia a ser devorado pelo tempo, nossos olhos com lágrimas clamam por socorro, clamam por ajuda, no entanto tudo que vemos ao nosso arredor, são dedos apontando nosso escândalo, nosso dolo.

As Sombras acolhem nosso corpo, nossa alma, mas seu afago não são risos, não são claridades, são melodias que nos chamam a se entregar a marcha fúnebre. Mesmo enfeitiçados pela sua marcha corremos ao encontro de algo, que nos salve.

Nas entranhas do impossível uma voz proclama em nossa alma, uma antiga cantiga de infância, algo que havíamos perdido no emaranhando frenético da vida, era o Amor daquele que nunca nos abandonou ou nos julgou, que o sofrimento algum pode apaga-lo, escuridão alguma pode esconde-lo. Cantando assim:

“Jesus veio mundo a se entregar, não para condenar, ele veio para que cada franco possa ter força, cada perdido encontre o caminho, cada doente possa ser curado. Para proclamar o dia aceitável do Senhor e de sua graça”

Por isso hoje não se deixe vencer por todos estes dizeres que te condenam e lhe acusa, mas lembre-se, Jesus veio te salvar, sempre, ele abandona tudo para lhe salvar, porque seu amor nunca acaba.

Ele que refazer o que foi perdido para os homens, que não pode ser mais visto no horizonte.

Portanto declare esta oração:

"Tudo que sei agora, agora estou de volta ao Senhor, Não importa as agonias ou as mágoas, E me faço de novo, deixando o passado, Vivendo uma nova vida, uma nova história”.

 Texto: Lucas Vicente.

* Tradução: Almeida Corrigida Fiel.