Foram muitas as contribuições entre as ciências humanas para a prática do Aconselhamento Pastoral na história moderna, no entanto houve um desajuste no sentido primordial do seu propósito, que é a cura da alma, resultando na “psicologização” do cuidado pastoral e o afastamento da Bíblia ou a aversão de qualquer contribuição que as ciências humanas poderiam ocasionar. (LEITE, 2015)

A partir dessas discussões surge a interdisciplinaridade que fomenta uma nova proposta, vejamos o pensamento de Berger:

Para Berger (1972), a interação existente entre duas ou mais disciplinas acontece desde a simples comunicação das ideias até à integração mútua de conceitos, terminologia, metodologia, procedimentos, dados e organização da investigação. Desta forma, a interdisciplinaridade refere-se, quase sempre, à tarefa de identificar e definir nas disciplinas em diálogo os pontos comuns, justapostos, complementares ou substituíveis em seus métodos, conceitos e dificuldades. Tal conformidade possibilita o diálogo e a contribuição de outras ciências, mas conservando as especifidades necessárias para que o Aconselhamento Pastoral cumpra com seu propósito. (LEITE, 2015, p. 9)

Sendo assim, é possível apontarmos as contribuições deste diálogo e integração no campo do Aconselhamento Pastoral, utilizando de boas ferramentas e acrescentando uma metodologia que poderá advir de fundamentos úteis para que aconteça essa intermediação e cooperação na cura do ser humano.

Continuação desta mensagem dia 04/11/2017. 

Texto: Vivian Cristina Thomazinho Vicente.

Referência Bibliográfica: LEITE, Priscila. Aconselhamento Pastoral e a Leitura Popular da Bíblia: Um diálogo com o pensamento de Carlos Mesters. (Dissertação de Mestrado). Universidade Metodista de São Paulo. São Bernardo do Campo. 2015.